Institucional > FIEP

Projeto apontará setores industriais de futuro

Identificar os setores industriais mais promissores para investimentos e desenvolvimento tecnológico nos próximos 10 anos no Paraná. Este é o objetivo estratégico do projeto Setores Portadores de Futuro, criado pelo Sistema Fiep.

Identificar os setores industriais mais promissores para investimentos e desenvolvimento tecnológico nos próximos 10 anos no Paraná. Este é o objetivo estratégico do projeto Setores Portadores de Futuro, criado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do Senai-PR.

O trabalho, que encampará regiões de todo o Estado, começou na terça-feira (19/07), em Curitiba, reunindo empresários, industriais, pesquisadores e formadores de opinião. Na quinta (20/07), acontece encontro em Rolândia, com foco nas indústrias do eixo Londrina-Maringá.

“As informações servirão para que possamos focar nossas ações em prospectiva tecnológica, apontando os setores com tendências de desenvolvimento”, explica a coordenadora do Observatório do Senai, Marília de Souza. Tais subsídios, conforme ela, serão disponibilizados aos setores públicos e privados, indicando segmentos com potencial para a estrutura da economia do Estado.

O projeto conta com apoio técnico do Observatório de Prospectiva Tecnologia Industrial (OPTI), sediado em Madri, cuja função é prospectar estratégias de futuro. “Setor de futuro é aquele que possui atrativo, estrutura e funciona como alavancador da economia de um Estado ou de uma região”, comenta a diretora técnica do OPTI, Ana Morato, que participará dos encontros em Curitiba e em Rolândia, juntamente com Modesto Escobar, assessor técnico da instituição espanhola.

O OPTI foi criado há sete anos e funciona como uma rede de nove centros tecnológicos da Espanha, de segmentos diferentes. É uma fundação financiada em 60% pelo setor público e 40% pela iniciativa privada, que realiza análise de futuro. A instituição atua no momento em 41 áreas de estudos e, de acordo com a diretora técnica, sempre apresentando resultados de tendências.

Como exemplo, ela cita a elaboração de um plano no setor energético espanhol, a partir de estudos do OPTI, que indicou espaço para a energia renovável, como eólica e solar. Antes quase inexistente naquele país, a produção de energia obtida a partir do vento já responde por cerca de 7% da produção nacional. “Estamos até exportando”, acrescenta Ana.

O observatório espanhol estendeu seu trabalho para outras nações européias e também dissemina seu know how para a América Latina, em países como Peru, Equador, Colômbia e Argentina.

Na abertura do evento, os espanhóis apresentarão aos participantes os resultados dos estudos e as tendências futuras em âmbito internacional. Depois, encaminharão para análise do panorama das regiões, utilizando-se da metodologia “Painel de Especialistas”, desenvolvida pelo OPTI. “Os resultados servem para a elaboração de planos regionais e nacionais de inovação, apoiando a administração pública e servindo de base para o setor industrial estruturar seus negócios”, ressalta Escobar.

A partir de setembro, o evento será realizado em outras regiões do Paraná, sempre reunindo um público já pré-selecionado para a modelagem de possíveis cenários em um horizonte de 10 anos.

About Author