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Industrial está receoso com crescimento da economia

A expectativa e a visão do empresariado paranaense em relação ao desempenho econômico do País caiu nove pontos no primeiro semestre de 2005 em relação ao primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa da Fiep.

A expectativa e a visão do empresariado paranaense em relação ao desempenho econômico do País caiu nove pontos no primeiro semestre de 2005 em relação ao primeiro trimestre deste ano. Os dados da pesquisa Índice de Confiança do Empresário Industrial ? Paraná (ICEI-PR), medido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o índice ficou em 46,6 pontos, contra 55,6 pontos, nos primeiros três meses deste ano.

O Índice de Confiança é formado pela visão do empresariado sobre as condições atuais (desempenho da economia, da empresa e do setor) e das expectativas futuras, medidas trimestralmente. ?A elevação de juros, a desvalorização do dólar e a quebra da safra desestimularam os empresários paranaenses. A curto prazo o governo federal não sinaliza mudanças na política econômica e ainda enfrenta uma crise política, fatores que deixam o empresariado cauteloso?, afirma Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Sistema Fiep.

O coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, afirma que a visão dos industriais do Paraná é mais pessimista que a do restante do Brasil, que ficou em 50,7 pontos de uma escala de 100 pontos. Schmitt explica que o desempenho desfavorável do agronegócio paranaense influenciou na visão local, pois houve menor ganho com a exportação de derivados de comoditties agrícolas.

No primeiro semestre de 2005, a perspectiva do industrial paranaense sobre as condições atuais da economia alcançou 35,3 pontos, registrando uma queda de mais de nove pontos, em relação ao primeiro trimestre. Já as expectativas ficaram em 52,2 pontos, caindo oito pontos. No Brasil, a avaliação da CNI mostra que o indicador das Condições ficou em 40,8 pontos e as Expectativas em 55,7.

Os dados levantados pela Fiep indicam que há maior desconfiança entre as pequenas e médias empresas, que registraram 46 pontos, sendo que no primeiro trimestre este valor estava em 59,1 pontos. Entre as grandes corporações, a queda do índice foi maior, saindo de 65,7 pontos para 48.

O economista Maurílio Schmitt informa que a desconfiança do empresário sobre as condições da economia, segue a seguinte lógica: a percepção que seu setor está mal (30,7 pontos), a economia está travada (31,5 pontos) e o que influenciará sua empresa (39,7 pontos).

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