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Países árabes são uma oportunidade de mercado

Fiep e Câmara de Comércio Árabe Brasileira promovem seminário para estimular exportações para região, que em 2004 importou US$ 240 bilhões de produtos básicos a manufaturados

De cada mil dólares de produtos vendidos a 16 países da comunidade árabe apenas 17 são de mercadorias brasileiras, sendo que três resultam de operações com o Paraná. Segundo o Centro Internacional de Negócios do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), os países árabes registraram importações totais de US$ 240 bilhões em 2004, dos quais o Brasil respondeu por apenas US$ 4 bilhões, ou 1,7%. E o Paraná ficou com apenas US$ 728 milhões deste volume.

“As exportações do Brasil, isto inclui o Paraná, são muito pequenas e restritas ao setor de agronegócio. O País poderia aproveitar mais a grande demanda dos países por autopeças, automóveis, papel e celulose, material de construção, vestuário, couros, calçados, além de serviços na área de construção civil e engenharia em geral”, afirmou o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), Michel Alaby, durante encontro com empresários paranaenses, realizado na noite da última terça-feira (02) pela CCAB e Fiep, em Curitiba.
Para o presidente do Conselho de Comércio Exterior e vice-presidente da Fiep, Ardisson Akel, o Paraná pode oferecer aos países árabes produtos como açúcar, farelo de soja e madeira. “Além disto, as indústrias do Estado podem vender automóveis, tratores e computadores, além de ampliar a comercialização de móveis e alimentos industrializados”, afirma.

Alaby afirma que os países árabes conhecem a qualidade de produtos brasileiros, como os do setor agropecuário, com destaque ao frango paranaense. “No entanto, muitos produtos foram introduzidos no mercado árabe por europeus e chineses”, afirma Alaby. Ele cita como exemplo o caso da sandália Havaianas, que, apesar de fabricada no Brasil, é vendida e conhecida pelos árabes como um produto espanhol, por ter sido levado por uma grande loja de roupas da Espanha. O árabe paga US$ 30 dólares por um par de Havianas e, em países como a Arábia Saudita, gasta US$ 2.150 de calçados por ano.

Segundo Alaby, os exportadores brasileiros, em especial os do Paraná, começam a enxergar as oportunidades de negócios na região. “Tem crescido o interesse do nosso empresário entrar neste mercado rico. Em função do petróleo, o PIB per capita é muito alto, como o dos Emirados Árabes Unidos, cuja a renda é de quase 21 mil dólares”, afirma. Ele acrescenta que a proximidade com a Ásia este mercado conta com mais de um bilhão de habitantes, incluindo os países árabes, Índia, Paquistão e antigos estados da União Soviética com o etnia mulçumana.

Oportunidade – Michel Alaby aproveitou para divulgar duas importantes feiras que acontecem na região, que contam com o apoio da CCAB, Fiep e da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex). Em setembro serão realizadas as feiras Motexha Autumn 2005, que acontece entre os dias 12 e 15, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, voltada para o setor calçadista e de moda couro, e a Feira Internacional de Damasco, na Síria, que ocorre entre os dias 3 e 12 de setembro.

Alaby destacou que estes encontros são uma grande oportunidade de formalizar negócios. “Os árabes precisam ter confiança e as feiras são o principal meio de promoção utilizado por eles”, informou. Ele conta que o árabe gosta de quem lhe proporciona atenção, é hospitaleiro e entende a sua cultura, como o ato de pechinchar. “As negociações são demoradas e exigem paciência, podem durar três a quatro meses, mas tem duração de longo prazo, com contratos de diversos anos”, afirma.
Nos dois eventos a CCAB estará presente, dando apoio aos empresários participantes com intérpretes e instalações próprias. Na feira de Dubai está prevista a participação de dez empresas do Brasil, das quais cinco já estão confirmadas; na de Damasco, dos dez espaços reservados, cinco já foram ocupados.

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