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Planejamento é chave do sucesso na exportação

Seminário da Fiep e Banco do Brasil ensina como conquistar o mercado internacional sem obter prejuízo

A falta de informação e de planejamento são as principais causas do fracasso dos exportadores brasileiros. De cada cem processos de exportação, quase trinta deles não geram lucros aos empresários. A informação é do diretor de Comércio Exterior do Banco do Brasil, Rogério Fernando Lot. “As mesmas causas que provocam a mortandade dos negócios no mercado interno afetam o externo. Por isto é importante realizar planejamento para não se perder dinheiro”, disse Lot a 400 empresários, que participaram do II Seminário Estadual de Negócios Internacionais do Paraná, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Banco do Brasil.

O diretor do Banco afirma que para exportar é preciso enxergar o mercado que se quer atingir. “Temos que conhecer as legislações, as demandas e a preferência do mercado internacional. Um campeão de vendas no mercado brasileiro não se transformará em um campeão de vendas fora do país”, disse. O secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini, afirmou que, para ganhar dinheiro e obter bons resultados com as exportações, é necessário agregar valor às mercadorias. Ele acrescentou que os produtos oferecidos pelo Brasil são atrativos no exterior, no entanto, os exportadores têm dificuldade em inseri-los no mercado internacional.

“Temos qualidade na produção, mas não sabemos vender o que temos. Por exemplo, a nossa água de coco e o açaí são vendidos por empresas mexicanas nos EUA, pois não sabemos apresentá-los da forma como os americanos querem”, disse o vice-presidente e coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior da Fiep, Ardisson Akel. “Isto acontece por que muitas vezes os novos exportadores não costumam visitar e conhecer o mercado para onde vai embarcar a mercadoria. Também deixam de participar de feiras e missões empresariais, pois não vêem estas ações como investimentos”, afirmou Rogério Lot. Akel também considera que é importante investir em novos horizontes.

“Depender de um único mercado é perigoso. É importante que os empresários se conscientizem da importância da participação de atividades de comércio exterior, uma vez que os esforços para se posicionar no mercado externo se refletem no mercado interno”. O vice-presidente da Fiep está otimista em relação à economia e ao comércio brasileiro com o exterior. “Apesar das crises que abalam o país, temos visto que a economia tem se mantido firme e favorecendo as relações internacionais. Podemos conquistar a cada dia melhores posições na atividade nacional em comércio exterior”.

Pequenos – Durante o seminário, os empresários participaram de despachos comerciais, onde foram atendidos por agentes exportadores, como Banco do Brasil, Fiep, Decex, Apex e Banco Central, que tiraram dúvidas sobre como iniciar um processo de exportação. Um exemplo foi o empresário Adiacir Klemtz, da AB Águas do Brasil. Ele contou que pretender vender a água que engarrafa em Almirante Tamandaré. “Sei que meu produto tem potencial para se inserir no mercado internacional. Porém somente agora sei por onde começar e quem procurar para tirar minhas dúvidas”, disse. O superintendente estadual do Banco do Brasil, Edemar Mombach, considera que empresas como a de Klemtz são prioritárias para que o Brasil consiga ampliar as exportações.

Atualmente os empresários de pequeno porte representam apenas 2,3% das exportações brasileiras. Mombach afirmou que este número é tímido em comparação com outros países como os EUA, com 57%, e a Itália, com 53%. Para estimular os pequenos, o Banco do Brasil firmou convênio com a Federação dos Municípios do Paraná no valor de R$ 130 milhões buscado ampliação das exportações.

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