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CNI quer triplicar o número de empresas de alta tecnologia

Triplicar o número de empresas de alta tecnologia nos próximos anos é a meta da CNI anunciada durante o lançamento do Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que acontece em outubro em São Paulo

Triplicar em cinco anos o número de empresas de alta tecnologia no Brasil foi a meta anunciada durante o Fórum Nacional da Indústria, órgão consultivo da presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com esta proposta do Conselho de Política Industrial (Copin) da CNI, a intenção é sair das 1.200 corporações para mais de quatro mil em 2010.


“O caminho da inovação tecnológica é a saída para o Brasil ampliar o seu mercado, produzindo mercadorias com maior valor agregado que promoverão o crescimento em sua cadeia produtiva”, afirmou o presidente do Copin e presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) Rodrigo da Rocha Loures, durante o lançamento do Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que vai acontecer em São Paulo, entre os dias 26 e 28 de outubro.

Rocha Loures destacou que o crescimento econômico de países asiáticos e a sustentabilidade da economia européia acontecem por investimento na tecnologia e na inovação. Para corroborar a sua tese, o presidente da Fiep vale-se de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que os maiores faturamentos do setor industrial estão concentrados nas empresas de alta tecnologia.

Segundo a pesquisa do IBGE, feita em 2003 com 80 mil empresas brasileiras, 77% das indústrias fabricam produtos sem qualquer inovação e de baixo valor agregado, com pequena produtividade. Na outra ponta, estão as indústrias consideradas de alta tecnologia (1,7%), que somam 1,2 mil corporações. “Quando se compara o faturamento delas percebe-se que as de alta tecnologia respondem por 26% do PIB industrial brasileiro, com rendimento anual de R$ 135 milhões, sendo 100 vezes superior a maioria das indústrias”, diz.

Rocha Loures destaca que os efeitos positivos destas indústrias refletem-se no dia-a-dia da sociedade. As indústrias de alta tecnologia empregam 13% dos trabalhadores da indústria brasileira, com média de estudo de nove anos.

Congresso – O presidente do Copin da CNI e da Fiep diz que somente com estímulo a pesquisa e inovação tecnológica o País poderá crescer. Segundo ele, o caminho par a troca de experiências se dá por congresso, como o programado para os dias 26 a 28 de outubro.
Fora os congressos e reuniões técnicas do setor, Rocha Loures considera prioritário a ampliação de recursos em pesquisa e tecnológica. Hoje o Brasil aplica 1% dos seu PIB, contra 2% a 3% aplicados por países desenvolvidos. Ele considera que também são tímidas as aplicações feitas pelo setor privado, que respondem por apenas 40% do total de recursos aplicados no Brasil. Em outros países, este percentual está em 70% para o setor privado e 30% para o setor público.

Participaram do lançamento do Congresso Brasileiro de Inovação, vinte representantes de associações industriais, como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação e o Conselho do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Os interessados em se inscrever no congresso podem acessar o site: www.inovacaonaindustria.org.br

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