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Empresas investem na formação de competências

Grandes corporações investem altas cifras nas universidades corporativas para garantir competitividade e a retenção de competências indispensáveis para sua gestão

Altos investimentos e resultados práticos da educação corporativa no Brasil permearam o primeiro dia do I Seminário Paranaense de Educação Corporativa que a Universidade da Indústria (Unindus), vinculada ao Sistema Fiep, está promovendo até sexta-feira (28) em Curitiba. Empresas como Sadia, Petrobrás, Siemens, HSBC, Embraer e Datasul, mostraram que um novo cenário na formação de competências está mudando a visão da gestão organizacional no país. “A capacidade de aprendizagem é a maior arma para a competitividade, pois quem tem a informação se posiciona melhor no mercado”, afirma Marcos Muller Schlemm, diretor da Unindus.


De acordo com Luiz Adelmo Budant Jr., especialista em Educação Corporativa e Gestão de Executivos, os grandes desafios de uma Universidade Corporativa estão pautados em três pilares: sistematizar, disseminar e renovar a formação de competências internas. “É preciso priorizar o conhecimento desordenado, transformando-o em conhecimento disponível. Para isso, cada competência deve ter uma equipa de profissionais”, diz.


A Sadia, por exemplo, que hoje tem 44 mil funcionários, direciona a educação corporativa para a formação de líderes e molda o aprendizado para que ele se reflita também na ponta da cadeia produtiva, ampliando a consciência interna da qualidade do produto e como ele vai chegar até o consumidor final. “A preocupação não é só dar a ferramenta para o funcionário, mas sim ensina-lo para que ele trabalhe a mesma no seu dia-a-dia”, conta Budant Jr. Segundo ele, o investimento programado para este ano para a Universidade Corporativa Sadia, é de aproximadamente R$ 3,5 milhões.


Na Petrobrás, a educação corporativa começou na década de 60, mas o conceito de Universidade Corporativa foi criado em 2000, juntamente com a reestruturação da companhia que começou a valorizar a formação dos funcionários, como forma de retenção das competências. E essa valorização inclui altos investimentos da corporação. Dos US$ 56,4 bilhões de dólares programados para serem investidos de 2006 a 2010, 2% ou US$ 1,1 bilhão será destinado ao corporativo, no qual se inclui a educação. “Esta é uma das melhores maneiras de aplicarmos o dinheiro do povo brasileiro, na formação e capacitação dos funcionários da Petrobrás, para oferecer o melhor em produtos e serviços ao consumidor final”, afirma Humberto Mantagrolo de Oliveira, gerente da Escola de Ciências e Tecnologias de Abastecimento da Petrobrás. Em 2004, cerca de 34 mil funcionários passaram para Universidade Corporativa da Companhia.


Experiências como essas, dão corpo ao seminário que tem como objetivo levar o conhecimento às indústrias paranaenses de que é possível obter retorno quando se investe em educação. “Nos impusemos esse desafio de realizar o seminário para que a comunidade industrial tivesse acesso ao conhecimento das Universidade Corporativas que existem hoje e, também, para que possam vislumbrar na Unindus o seu espaço para buscar a educação corporativa”, reitera Schlemm.


O seminário apresentará nesta sexta-feira os cases da Cia Vale do Rio Doce, UniSesi, Brasil Telecom, Caterpillar Brasil, além dos temas “Focando a aprendizagem às necessidades do negócio”, “O projeto educacional e o ambiente de aprendizagem”, e a Sociedade do Conhecimento e a Gestão do Conhecimento”. Também será apresentado o painel “Os desafios da pequena e média empresa no desenvolvimento de seus talentos”.

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