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Educação para a Nova Indústria oferecerá formação para 16 milhões de pessoas

Educação para a Nova Indústria oferecerá formação para 16,2 milhões de pessoas


Programa idealizado pela CNI e que será executado regionalmente pelo Sesi e Senai, ajudará a melhorar a competitividade das empresas e promover o crescimento da economia


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou, nesta terça-feira (28), em Brasília, o programa Educação para a Nova Indústria. O presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, participou do lançamento do programa, que é voltado para o incremento das ações de educação do Sesi e Senai. O Educação para a Nova Indústria prevê investimentos de R$ 10,5 bilhões na educação básica e profissional de 16,2 milhões de brasileiros. Os recursos serão aplicados de 2007 a 2010 na ampliação da rede de escolas e laboratórios, treinamento dos professores e revisão dos conteúdos.

“A educação proporcionada pelo Senai e o Sesi é significativa, porque capacita pessoas qualificadas para o mercado de trabalho. É de educação de qualidade que o Brasil precisa e isso será ofertado nos próximos quatro anos”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.

O programa Educação para a Nova Indústria é uma resposta da indústria ao desafio de aumentar a oferta de oportunidades para a formação de profissionais que atendam aos requisitos do mercado de trabalho e está sintonizado com o Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015. No documento, que traduz a visão do setor produtivo sobre o futuro do país, os empresários destacam que a educação de qualidade é fundamental para a expansão das empresas e a competitividade da economia brasileira.

Pesquisas recentes mostram que trabalhadores com maior grau de escolaridade têm mais chances de encontrar um emprego, porque esses profissionais estão mais bem preparados para absorver e criar novas tecnologias e promover nas empresas um ambiente de conhecimento, criatividade e inovação. Nos últimos anos, observa-se uma elevação da escolaridade média no perfil da força de trabalho para todos os setores da indústria. Nas atividades com maior intensidade tecnológica esse movimento é mais marcante: 85% das contratações dos setores de extração de petróleo e de fabricação de máquinas e equipamentos eletrônicos foram de pessoas com nível médio e superior.

Com o programa Educação para Nova Indústria, a CNI reafirma a sua convicção de que a qualificação dos trabalhadores é decisiva para o Brasil se inserir no competitivo mercado global. Foi essa convicção que orientou a criação do Senai em 1942 e, mais tarde, motivou os investimentos do Sesi na educação básica dos industriários e seus dependentes.

O desenvolvimento industrial brasileiro nos últimos 65 anos contou com a força propulsora do Senai que capacitou cerca de 43,22 milhões de brasileiros. Atualmente, as 406 escolas fixas e as 301 unidades móveis espalhadas pelo Brasil qualificam mais de 2 milhões de trabalhadores por ano. O Sesi prestou relevantes serviços a indústria nacional, por meio de escolas instaladas em 2.006 municípios, que recebem 1,5 milhão de matrículas ao ano nos cursos de educação infantil, ensino fundamental e médio, educação do trabalhador e educação continuada.

A experiência do Sesi e do Senai com educação formal e profissional foi decisiva para a construção do programa Educação para a Nova Indústria, que reúne e aperfeiçoa o trabalho realizado pelas duas instituições. “O programa é uma resposta da indústria aos desafios que se colocam para o Brasil”, diz o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

Segundo ele, o país passou por profundas transformações nos últimos anos. Uma delas foi o deslocamento da indústria para regiões distantes das capitais, o que criou novos pólos de produção. Há ainda a crescente incorporação de tecnologias, que transformou o perfil dos profissionais e a previsão de aceleração do crescimento econômico, que exigirá um maior número de trabalhadores qualificados.

“O programa Educação para a Nova Indústria é uma das respostas às demandas geradas por essas forças transformadoras da economia brasileira”, afirma Monteiro Neto.

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