Economia

Comércio Exterior do Paraná segue em alta, mas balança se equilibra. Exportações e importações continuam crescendo; balança é positiva por apenas US$ 5 milhões, informa a Fiep

Comércio Exterior do Paraná segue em alta, mas balança se equilibra

Exportações e importações continuam crescendo; balança é positiva por apenas US$ 5 milhões, informa a Fiep

O comércio exterior paranaense continua em alta, informa nesta sexta-feira (19) o Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). As exportações cresceram 35,66% nos oito primeiro meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, e as importações, 78,10%. No volume financeiro de agosto, as operações se equilibraram: as exportações atingiram US$ 1,373 bilhão, enquanto as importações registraram movimentação de US$ 1,368 bilhão, o que resultou em um saldo superavitário de apenas US$ 5 milhões.

Na média dos últimos 12 meses, quando consideradas as exportações em peso, agosto apresentou o nono maior mês de vendas desde janeiro de 2005. O recorde havia sido quebrado em julho, que apresentou o maior volume de exportações da série pesquisada. Na avaliação do coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, apesar das exportações continuarem em ritmo de crescimento, “quantitativamente se exporta mais, mas progressivamente se recebe menos em termos financeiros”. “Mantidos o real valorizado, os sinais de declínio de preços internacionais e a participação das commodities na pauta de exportações, logo à frente podem ficar comprometidas as margens de contribuição na atividade exportadora, e a balança comercial pode inverter o seu sinal, hoje ainda positivo”, afirma o economista. Segundo Schmitt, os indicadores ainda “vêm carregados de frustração, pois não se vislumbra nenhuma política adequada para favorecer e ampliar maior agregação de valor às nossas matérias-primas colocadas no mercado internacional”.

De acordo com o relatório mensal divulgado pela Fiep, o grupo de produtos do Complexo Soja continua liderando as exportações nos primeiro oito meses do ano (participação de 32,40%), tendo crescido 92% em relação ao mesmo período de 2007. Em seguida vêm o grupo de Material de Transportes (participação de 15,42% e crescimento de 9,56%) e Carnes (participação de 12,37% e crescimento de 56,42%). Considerando os quatro principais grupos de produtos exportados pelo Paraná (Soja, Material de Transportes, Carnes e Madeira), que somam uma participação de mais de 66% das exportações totais, o relatório mostra que o grupo Madeira é o único a apresentar tendência de queda, tendo diminuído em 7,11% suas vendas no período. “A significativa expansão do grupo Soja é decorrente do aumento dos preços internacionais do produto e das boas safras paranaenses”, explica Schmitt.

Importações – Favorecidas pelo câmbio, as importações continuam em alta vertiginosa. De janeiro a agosto deste ano, as compras do exterior somaram US$ 9,635 bilhões. Dobrando seu volume de importações no ano, o grupo Produtos Químicos – adubos, fertilizantes e outros produtos destinados à agricultura – assumiu em agosto a maior participação na pauta de compras das empresas paranaenses, atingindo 24,72%. Em seguida, com 24,09% de participação, está o grupo de Petróleo e Derivados, que aumentou em 147,94% suas compras no período pesquisado. O grupo que registra maior crescimento nas importações continua sendo o Complexo Soja, que cresceu 419,99% na relação entre os oito primeiros meses de 2008 em comparação ao ano passado.

Em termos de importações por categoria de uso, os maiores aumentos no ano se deram nos grupos Combustíveis e Lubrificantes (148,12%), Bens de Consumo (74,23%) e Bens Intermediários (68,62%). Os Combustíveis e Lubrificantes também lideram as importações nos últimos 12 meses, crescendo 127,69% em relação ao período anterior.

Parceira comercial – Em agosto, a China passou a ser a maior parceira comercial do Paraná, atingindo US$ 2,4 bilhões de intercâmbio comercial, expandido sua participação em 94,18% no ano. O Paraná exporta grãos de soja (91,78%), Máquinas e Equipamentos (3,56%) e Papéis (2,43%) e importa Produtos de Informática (23,69%), Máquinas e Equipamentos (22,83%) e Adubos, Fertilizantes e Herbicidas (18,60%).

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