Diagnóstico do Sesi-PR gera novas ações nas empresas

Conheça os cases da DM Construções de Obras, de Curitiba, e da Crivialli do Brasil, de Maringá

Com base nos resultados do Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador da Indústria, realizado pelo Sesi, inúmeras ações estão sendo implantadas pelas indústrias para corrigir problemas de saúde e elevar a qualidade de vida de seus colaboradores.  São exemplos a DM Construtora de Obras, de Curitiba, e a Crivialli do Brasil, de Maringá.

clique para ampliar Ginástica, refeição saudável e controle da pressão arterial foram medidas adotadas pela empresa (Foto: Rogério Theodorovy)

A DM Construtora  de Obras implanta uma série de ações para responder as necessidades apontadas pelo Diagnóstico. “Queremos reduzir em pelo menos 20% os índices considerados insatisfatórios, como pressão arterial, colesterol, tabagismo , sedentarismo, etc. “, explica o gerente de Qualidade , Segurança, Meio Ambiente e Saúde da empresa, Rudimar Laurindo da Silva. As ações envolvem os 290 funcionários, da administração e produção, da fábrica de pré-moldados da DM Construtora.

O primeiro programa, já em desenvolvimento, é o de ginástica na empresa. Em breve, será ofertada também caminhada nos arredores da empresa. Será feito o laudo ergonômico, para avaliar as condições de cada posto de trabalho e corrigir disfunções que afetem a saúde e o conforto do trabalhador. Na seqüência virá a avaliação de saúde bucal, que será prestada pelo Cartão Sesi. Está nos planos da empresa a implantação do programa Educação do Trabalhador, de escolarização dos funcionários.

Duas outras ações de grande impacto, já executadas: a partir dos resultados do Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida, a empresa fez melhoria no refeitório e contratou nova fornecedora de alimentação. Foram eliminados refrigerantes e refrescos artificiais e  grande parte das frituras foi substituída por assados. Outra medida foi  o fornecimento do café da manha para colaboradores da fábrica.

“Também tomamos providência para reforçar o controle da pressão arterial dos trabalhadores”, conta Rudimar Laurindo. Além do médico, que já atua na empresa, foi contratado um enfermeiro do trabalho, que já iniciou um processo de acompanhamento e organização de dados de cada trabalhador para um efetivo controle e prevenção de hipertensão. “O que estamos sugerindo ao Sesi é que um novo Diagnóstico seja realizado dentro de um ano para podermos avaliar os resultados destas medidas”, explica Rudimar.

 Criavialli: alimentação saudável tratamento odontológico 

clique para ampliar A empresa adequou as refeições às necessidades do trabalahdor e estimula o tratamento odontológico (Foto: Sesi Maringá)

As refeições servidas aos 200 colaboradores da Crivialli do Brasil, fabricante de produtos de limpeza, de Maringá, contêm pouco ou nada de frituras. A salada é servida previamente temperada, com pouco sal. O bandejão foi substituído por pratos, o que ajuda a equilibrar as porções, e a sobremesa contém agora mais frutas e menos doces.

As alterações, feitas sob orientação de nutricionista e introduzidas no final de junho, buscam corrigir problemas apontados pelo Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida dos Trabalhadores das Indústrias. O levantamento apontou um elevado número de colaboradores com pressão alta, colesterol elevado e sobrepeso.

“Antes de adequar as refeições, repassamos o resultado do Diagnóstico aos colaboradores e convidamos uma nutricionista para realizar palestra de orientação e sensibilização”, explica a gerente de Recursos Humanos da Crivialli, Daniela Tivo. “Isso ajudou a conscientizá-los sobre a necessidade de cuidar da saúde”, afirma.

As alterações do cardápio foi uma das ações implantadas pela empresa a partir dos resultados do Diagnóstico feito pelo Sesi. Outra iniciativa foi a de estimular os funcionários a cuidarem dos dentes. O trabalho realizado pelo Sesi apontou alto índice de  problemas bucais. A empresa solicitou da unidade do Sesi Maringá uma avaliação individual dos colaboradores, o que foi feito com a unidade móvel do Cartão Sesi.

“Com o resultado, chamamos um a um e os estimulamos a aderirem ao Cartão Sesi, que permite um tratamento odontológico bem mais em conta e ainda é extensivo aos familiares”, conta Daniela. Além de impactar na qualidade de vida dos funcionários, as duas ações, segundo ela, ajudam a melhorar o clima no ambiente de trabalho e reforçam o comprometimento dos trabalhadores com a empresa.

 Conheça o Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador

 O Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador da Indústria, realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) do Paraná, já envolveu 50 mil trabalhadores do Estado. A meta deste ano é alcançar mais 80 mil trabalhadores.

O diretor-superintendente do Sesi Paraná, José Antônio Fares, ressalta dois importantes dados obtidos pelo levantamento. Um deles é que grande parte dos trabalhadores não tem o hábito de cuidar da própria saúde. Outro é que já existe nas empresas atitude mais preventiva e de conscientização dos seus funcionários no que se refere à qualidade de vida.

“Há alguns anos, prevenção de doença e promoção da saúde eram tratadas como programas complementares. Hoje essas questões devem integrar a estratégia de negócio das empresas. Elas devem desenvolver programas de sensibilização de suas lideranças, para que atitudes de prevenção, de hábitos saudáveis e cuidados com a saúde sejam disseminados na organização”, afirma Fares.

Em todo o país – Projeto do Sesi Nacional, desenvolvido pelos departamentos regionais da entidade de todos os Estados, o Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador envolveu em todo o País 355.858 trabalhadores de 2.463 indústrias. O objetivo é conhecer as condições dos trabalhadores e propor soluções adequadas às necessidades de cada empresa, contribuindo para a qualidade de vida dos funcionários e o aumento da produtividade da indústria.

Para o diagnóstico são levantados dados sócio-demográficos, estilo de vida (atividade física, alimentação, consumo de álcool e tabagismo), presença de doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, obesidade e câncer), avaliação da qualidade de vida, presença de distúrbios de ansiedade e depressão, detecção de obesidade, medida da pressão arterial, da glicemia (quantidade de açúcar no sangue) e exame odontológico. Os trabalhadores responderam a 90 perguntas, cujas respostas foram coletadas por meio de entrevista.

Resultado Geral

O primeiro resultado geral do trabalho saiu em abril, tendo como base 34.453 industriários participantes até aquela data. O levantamento mostrou que, desses, 9,7% estão obesos, 27,2% tiveram medida de pressão arterial alterada, sendo que a maioria não tinha diagnóstico médico anterior do problema. Outro dado é que 14,3% dos trabalhadores participantes têm indícios de transtornos de depressão e ansiedade.

No que se refere às Doenças Não-Transmissíveis, além obesidade, alteração de pressão arterial e indícios de depressão e ansiedade, o levantamento aponta que dos 12,2% dos trabalhadores pesquisados têm problema de coluna; 6,2% têm tendinite ou Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Os que têm diabetes representam 1,9% do total e os que têm doença renal somam 1,4%.  

Em relação ao estilo de vida, o levantamento apontou que mais da metade dos trabalhadores participantes (54%) não consome frutas e verduras diariamente; 5,3% consomem sal em excesso e 41,1% consomem refrigerantes mais de três vezes por semana. Além disso, 35,7% não praticam atividade física suficiente para beneficiar a saúde; 32,1% não praticam atividade física no lazer; 9,6% são fumantes e 1,2% consomem bebidas alcoólicas em excesso.

Entre os participantes, 12,9% não consultaram o médico e nem o dentista nos últimos 12 meses; 7,7% não mediram a pressão arterial nos últimos dois anos e 20,4% não possuem plano de saúde. Questionados quanto à ausência no trabalho, 36,1% relataram um dia de absenteísmo devido a problemas de saúde e 14,83% por acidente de trabalho.

No Paraná, em relação ao estilo de vida, o levantamento apontou que mais da metade dos trabalhadores participantes (54%) não consome frutas e verduras diariamente; 5,3% consomem sal em excesso e 41,1% consomem refrigerantes mais de três vezes por semana. Além disso, 35,7% não praticam atividade física suficiente para beneficiar a saúde; 32,1% não praticam atividade física no lazer; 9,6% são fumantes e 1,2% consomem bebidas alcoólicas em excesso.

Outro dado é que dos 14,3% dos trabalhadores que apresentaram resultados indicando transtornos de depressão e ansiedade, dos quais  83,9% não referiram diagnóstico médico anterior.

 

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