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Brasil e Paraguai devem aumentar integração para fortalecer competitividade industrial, diz Campagnolo

Presidente da Fiep participou, nesta terça (7), da inauguração da planta da fabricante de brinquedos Estrela, em Hernandarias, próximo à fronteira com o Paraná

O presidente paraguaio Horacio Cartes, os presidentes das Federações das Indústrias do Paraná, Edson Campagnolo, e do Mato Grosso do Sul, Sérgio Longen, e o ministro Gustavo Leite, durante inauguração em Hernandarias

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, destacou, nesta terça-feira (7), que a maior integração entre as cadeias produtivas do Brasil e do Paraguai é oportunidade para aumentar a competitividade do setor industrial dos dois países. Campagnolo participou da inauguração da planta industrial da fabricante brasileira de brinquedos Estrela, em Hernandarias, cidade paraguaia a cerca de 20 quilômetros de Foz do Iguaçu. A solenidade teve as presenças do presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e do ministro de Indústria e Comércio do país, Gustavo Leite.

“A inauguração desta fábrica reforça a importância da cooperação do Brasil e do Paraná com o Paraguai. É uma empresa que está com dificuldades devido à questão tributária no Brasil, e é esse tipo de oportunidade que as empresas brasileiras têm que aproveitar”, disse o presidente da Fiep, referindo-se à vantagem competitiva oferecida às indústrias pela baixa carga tributária do país vizinho.

Pelo chamado Regime de Maquila, empresas que se instalam no Paraguai podem importar matérias primas e insumos com suspensão de impostos e, na hora de vender o produto acabado para o exterior – o que inclui o Brasil –, pagam imposto único de 1% sobre o valor agregado à mercadoria. Além disso, fatores como menores custos trabalhistas e da energia elétrica, entre outros, também têm atraído ao país empresas brasileiras que enfrentam dificuldades para seguir produzindo.

Uma das mais tradicionais fabricantes de brinquedos do Brasil, a Estrela decidiu instalar a nova unidade em Hernandarias para substituir o fornecimento de alguns de seus produtos, que eram importados da China. A empresa afirma que a inauguração da nova fábrica não vai afetar os 2 mil empregos que gera em suas três unidades ainda mantidas em território brasileiro.

O ministro Gustavo Leite também defendeu uma maior integração entre os dois países como forma de proteção contra a concorrência da indústria de outras partes do mundo. “Temos que caprichar ainda mais nessa integração virtuosa de cadeias produtivas”, disse. “Os chineses e indianos não perguntam, eles entram em nossos mercados. Temos que defender nossos mercados com competitividade e temos que sair para o mundo para vender mais”, completou.

Segundo Leite, a intenção do Paraguai não é prejudicar a economia brasileira, mas sim crescer em conjunto. “Estamos aguardando a liderança do Brasil e estamos muito contentes que o país finalmente aparenta que está começando a sair da crise. Nós sempre falamos que se o Brasil crescer a 3%, o Paraguai ia crescer a 7% ou 8%. Então, nós torcemos pelo desenvolvimento econômico do Brasil, especialmente do nosso vizinho Paraná”, declarou Leite.

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