Pedidos de reajustes de servidores em meio a déficit fiscal são inoportunos, diz Campagnolo

Presidente da Fiep critica proposta de aumento de 16,38% nos salários de juízes e procuradores e pede bom senso aos três poderes nas discussões sobre orçamento

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) classifica como inoportunos os movimentos de categorias de servidores públicos, especialmente ligadas ao Judiciário, que pedem altos reajustes salariais durante as discussões sobre o orçamento para 2018. “Vemos o Judiciário jogando o orçamento para cima, o Ministério Público jogando o orçamento para cima, mas parece que esquecem que o país está em extrema dificuldade para cumprir com um déficit fiscal que já é absurdo”, afirma Campagnolo.

Nesta quarta-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar uma proposta que se prevê reajuste de 16,38% nos salários de juízes federais e de procuradores do Ministério Público Federal (MPF). “A receita está caindo e a população já sofre com novos aumentos de impostos para cobrir o rombo da União. Como, então, será possível aplicar reajustes tão elevados e que custarão bilhões aos cofres públicos?”, questiona o presidente da Fiep.

Para Campagnolo, o momento de crise atravessado pelo país exige bom senso de todos os Poderes, incluindo também Executivo e Legislativo. “É inadmissível que não estejam olhando essa questão com bom senso. Parece que existe apenas o viés de aumento de despesas e de arrecadação para atender a interesses corporativista ou político-partidários, sem um olhar para o setor produtivo e a população”, afirma. “O que o país precisa é de uma completa reforma administrativa, que possibilite a redução da máquina pública, o corte de privilégios e maior eficiência na aplicação dos recursos”, completa.

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