Coluna > Coluna semanal

A excelência da educação profissional do Senai

Brasil conquista a segunda colocação no mundial de educação técnica, o que mostra a qualidade do ensino ofertado pela instituição

A indústria oferece inúmeras possibilidades de ingresso no mercado de trabalho, crescimento profissional e construção de carreiras para os jovens. A principal porta de entrada para aproveitar essas oportunidades são os cursos técnicos do Senai. O ensino ofertado pela instituição prepara os estudantes para funções que demandam profissionais mais especializados, o que garante alto grau de empregabilidade ao término das capacitações.

Uma das formas de medir a qualidade da formação do Senai é a participação de seus alunos em competições estudantis. A exemplo do que ocorre no Brasil em outras áreas – como Biologia, Matemática, História ou Informática e Astronomia – as olimpíadas de educação profissional vêm ganhando projeção nos últimos anos. Isso porque proporcionam muito além de aprovação e medalhas para os participantes.

Esses eventos oportunizam que os jovens – futuros profissionais – desenvolvam habilidades de socialização, amadurecimento, equilíbrio emocional e competência para lidar melhor com situações críticas no cotidiano do mundo do trabalho. Mais do que isso, os estudantes participantes se tornam multiplicadores do conhecimento e são modelos positivos de que o caminho da educação é sempre recompensador.

Sucesso mundial

Na semana que passou, estudantes do Senai de várias partes do país representaram o Brasil em mais uma edição da WorldSkills, a principal competição de educação profissional do mundo. Este ano, ela foi realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, reunindo competidores de 68 países, que se enfrentaram em provas que reproduziam a realidade de 52 ocupações técnicas dos setores industrial e de serviços.

A delegação brasileira – que defendia o título da WorldSkills conquistado em 2015, em São Paulo – foi formada por 56 competidores, que disputaram medalhas em 50 modalidades. Eles novamente fizeram bonito e colocaram o país na segunda colocação geral em número de pontos. O Paraná foi representado na competição por Louise Desidério, de 20 anos, estudante do curso de Química no Senai da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ela terminou em quarto lugar na ocupação Tecnologia da Água, que simula o dia a dia de uma estação de tratamento de água e esgoto. Durante as provas, ela foi orientada pelo professor Rodrigo Zawadzki, também da unidade CIC.

Reconhecimento de excelência

A trajetória de um competidor da WorldSkills começa em um curso técnico de instituições como o Senai. Os alunos com melhores desempenhos disputam as etapas estaduais da Olimpíada do Conhecimento. Essas, por sua vez, classificam para a fase nacional, que reúne competidores de todo o país nas mais diversas ocupações profissionais. A do ano passado, realizada em Brasília, rendeu ao Paraná doze medalhas: seis de ouro, três de prata e três de bronze, ficando o Estado em segundo lugar no ranking geral.

São justamente os melhores da etapa nacional que se habilitam para a competição mundial. Ao longo de todo esse processo até o topo da WorldSkills, percebe-se a excelência da formação técnica que os jovens recebem no Senai. Uma formação de qualidade que, mais do que se transformar em medalhas, reverte-se em bons profissionais, aumentando a produtividade e a competitividade da indústria paranaense e brasileira.

About Author