Indústria paranaense mantém ritmo de crescimento


A indústria do Paraná tem confirmado a tendência de gradual recuperação nos últimos meses. É o que aponta o estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) com resultado mensal da balança comercial. Em março, o Paraná registrou superávit de US$ 580 milhões, impulsionado principalmente pelo bom desempenho das exportações da indústria de carnes, madeira e celulose e automotiva. Já no acumulado de janeiro a março, as exportações paranaenses somaram US$ 3,852 bilhões, apresentando queda de 3,21% em relação ao mesmo período do ano anterior (US$ 3,98 bilhões).

O saldo da balança comercial paranaense é positivo quando comparado com o mês anterior, com alta de 48,33%. “O resultado é importante, mas é preciso também considerar que março tem uma quantidade maior de dias úteis em comparação com fevereiro. E é depois do Carnaval que o mercado nacional retoma de fato suas operações”, explica o economista da Fiep, Roberto Zurcher.

O estudo mostra ainda que houve reação nas exportações de produtos industrializados em relação aos básicos (aqueles que saem direto do campo). Neste primeiro trimestre, os básicos representaram 47% e os industrializados 52% do resultado final. No mesmo período de 2017, os produtos básicos participavam com 51% e os industrializados com 48%.

Entre os setores que mais contribuíram para isso está a indústria de pasta de madeira, que teve grande impacto nas exportações, com crescimento de 72,5% no primeiro trimestre de 2018 em relação a igual período de 2017.  Também as exportações de madeira compensada aumentaram 53,55% no mesmo período. “O segmento madeireiro sofre influência das cotas de exportação dos Estados Unidos e também da variação cambial. É um setor bastante volátil e que teve uma queda significativa nos últimos anos. Mas agora sinaliza uma boa recuperação no cenário externo”, afirma o economista.

Outros ramos da indústria também tiveram crescimento das exportações neste primeiro trimestre em relação a igual período de 2017. Óleo de soja teve mais de 50% de crescimento, assim como milho, 70%. Quando comparados março de 2018 e de 2017, o desempenho das exportações no setor automotivo também surpreendeu, crescendo 218% este ano. “Houve uma concentração de exportações em março que compensou janeiro e fevereiro, que registraram forte queda em relação ao mesmo período de 2017”, justifica Zurcher.

Outro fato relevante para a economia do Estado é que entre janeiro e março de 2018 houve um aumento de cerca de 10%, em relação a igual período de 2017, de bens de capital, que são máquinas e equipamentos. “Este é um fato positivo que significa que está havendo uma retomada de investimentos no Paraná, principalmente em equipamentos de alta tecnologia. Este já é um ponto importante que confirma o momento de recuperação do setor”, acrescenta.

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