Presidente da Fiep faz apelo por fim da greve dos caminhoneiros

Edson Campagnolo considera que medidas anunciadas pelo governo atendem reivindicações dos transportadores e pede bom senso aos manifestantes

Motoristas e motociclistas fazem fila para abastecer, cena que se repete em todo o país (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, faz um apelo para que os caminhoneiros, que pelo oitavo dia seguido impedem o transporte de cargas em todo o país, tenham bom senso e encerrem a manifestação. “Desde o início do movimento a Fiep afirmou que as reivindicações eram justas e defendeu que o governo federal buscasse soluções. Entendemos que as medidas anunciadas neste domingo atendem à pauta de reivindicações dos caminhoneiros e, por isso, não há motivos para a continuidade dos bloqueios nas rodovias”, afirma.

Para Campagnolo, os prejuízos causados para a indústria são incalculáveis, já que quase todo o parque fabril paranaense interrompeu suas atividades e tem seu faturamento fortemente comprometido. Mais do que isso, os danos sociais podem ser irreparáveis. “A economia pede socorro, o desabastecimento já é generalizado, não apenas de combustíveis, mas também de alimentos. Escolas, creches e hospitais já têm suas atividades afetadas e estamos com o caos instalado”, diz.

O presidente da Fiep afirma, ainda, que toda a insatisfação quanto à forma como o país vem sendo conduzido, demonstrada pelos caminhoneiros e por toda a sociedade ao longo desta manifestação, deve servir de reflexão para os brasileiros. “Estamos em um ano eleitoral. Em outubro, podemos mudar tudo o que está aí com um voto consciente, elegendo pessoas comprometidas com o desenvolvimento e com o bem coletivo. Mas, neste momento, precisamos de uma trégua, precisamos voltar à normalidade, pelo bem do Paraná e do Brasil”, finaliza.

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