Industriais paranaenses analisam propostas de presidenciáveis

Comitiva da Fiep participou, nesta semana, em Brasília, do 11º Encontro Nacional da Indústria e do Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência

Seis pré-candidatos à presidência participaram do encontro em Brasília (Foto: Gelson Bampi)

Uma oportunidade para discutir com empresários de todo o país os temas que preocupam a indústria nacional e para ouvir dos principais presidenciáveis o que pensam para o futuro do Brasil. Esse foi o balanço feito por integrantes da comitiva da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) que participou do 11º Encontro Nacional da Indústria (Enai) e do Diálogo da Indústria com os Candidatos à Presidência. Os eventos, promovidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aconteceram em Brasília, nesta terça e quarta-feira (3 e 4).

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Para o presidente do Sistema Fiep, Cláudio Petrycoski, a edição deste ano do Enai, pela profundidade dos debates e pela presença dos pré-candidatos, foi uma das melhores já realizadas. “Foi importante para sentir o que essas pessoas pensam. Por mais que estejam falando para uma plateia específica, de industriais, pudemos analisar se suas colocações têm lógica, se têm propostas boas”, analisou.

O presidente do Sindicato Das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Ponta Grossa (Sindimetal-PG), Alvaro Scheffer, afirmou que o Enai foi um marco não apenas pelas palestras e pelo encontro com os candidatos, mas também pelo intercâmbio com industriais de todos os estados brasileiros. “Hoje, o país passa por um momento muito delicado, com uma crise de mercado, mudança na legislação trabalhista, alguma insegurança jurídica, e você nota que esses problemas são comuns para todas as pessoas que estão aqui”, disse. Em sua opinião, o setor industrial conseguiu marcar posição perante os candidatos. “O Brasil precisa voltar a crescer, isso é unanimidade para todos nós. O perigo é que tenhamos uma opção populista em um país que não tem mais chance de errar”, completou.

Opinião parecida tem o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná (Sinpacel), Rui Brandt. “Há uma consciência quanto à gravidade do momento, e essa consciência leva a um chamado, por parte de todos os candidatos, no sentido de que é preciso recuperar a credibilidade, recuperar a confiança e trazer de novo para a sociedade as soluções. Essa manifestação cria uma expectativa de que as coisas podem ser diferentes”, afirmou.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal-PR), Alcino de Andrade Tigrinho, o encontro possibilitou um maior conhecimento da classe industrial em relação aos candidatos. “Foi muito bom ter eles à disposição, para que não pudessem mais ser analisados por um ou dois takes de TV. A presença deles aqui nos propiciou essa condição, de sair com uma decisão tomada”, disse. Em sua opinião, alguns dos candidatos apresentaram propostas que podem ajudar o país. “Do jeito que a coisa está, qualquer avanço, por menor que seja, vai ser um bom começo”, acrescentou.

O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Oeste do Paraná (Sindap), Gilberto Bordin, também afirmou que o debate possibilitou uma análise crítica dos candidatos. Ele, porém, mostrou-se menos otimista em relação aos presidenciáveis. “Entendo que ainda não temos uma liderança como nós precisamos, mas nossas opções são estas. O Brasil ainda precisa de outros líderes, com mais garra, que tenham mais autoridade para poder dirigir esta nação”, justificou.

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