Sistema Fiep aponta desafios do setor industrial em Ponta Grossa

Indústria responde por 25% de todas as vagas de emprego criadas na microrregião em 2018

Depois de uma fase complicada, empresariado industrial de Ponta Grossa está mais confiante na recuperação da economia
Foto: Gelson Bampi

De acordo com dados levantados pelo departamento econômico do Sistema Fiep, as indústrias da microrregião de Ponta Grossa, que inclui os municípios de Ponta Grossa, Carambeí, Castro e Palmeira, já empregaram, até maio deste ano, mais pessoas do que durante todo o ano de 2017.

O saldo entre contratações e demissões, de janeiro a dezembro do ano passado, foi de 266 vagas de trabalho. Já de janeiro a maio de 2018, o valor já é de 269 novos postos criado. O economista do Sistema Fiep, Evânio Felippe, explica que este já é um indicador que sinaliza o início de uma recuperação do setor pós-crise. “Depois de uma fase complicada, com redução de trabalhadores e suspensão de investimentos, o empresariado industrial demonstra estar mais confiante na recuperação da economia, deixando a impressão de que o pior da crise ficou para trás”, comenta.

A região é um importante polo da Indústria de Transformação, especialmente do setor de alimentos e bebidas. Das 4.265 empresas do segmento sediadas no estado, 131 estão nesta microrregião. Porém, mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda está concentrado na cidade de Ponta Grossa. “Após este diagnóstico, estamos trazendo para a região o Programa de Desenvolvimento de Polos Produtivos, um serviço oferecido pela Fiep para alavancar o crescimento e a participação dos municípios menores no PIB regional”, explica Felippe.

Entre os pilares do programa, que visa equilibrar a geração de riquezas por região, estão planos de atração de novos investimentos, aumento do nível de recursos dos municípios e do nível de emprego e renda, e melhora na qualidade de vida da população da região. “Todo o conteúdo segue uma metodologia específica, desenvolvida pelo Sistema Fiep, em que o objetivo final é promover o crescimento e trabalhar as potencialidades e vocações dos municípios. A ideia é levar este projeto ao conhecimento do poder público para que possa nos apoiar numa parceria com as indústrias locais, num grande esforço em prol do desenvolvimento sustentável da região”, resume.

Durante sua apresentação, o economista Evânio Felippe também apresentou as características e as peculiaridades dos polos produtivos dos Campos Gerais e falou sobre os principais desafios da indústria. Uma delas é a retomada dos investimentos, ponto fundamental para melhorar a competitividade no mercado interno e externo.

Segundo dados do BNDES, de janeiro de 2017 a maio de 2018, cerca de R$ 145 milhões foram contratados junto à instituição na cidade de Ponta Grossa. Na microrregião, este valor é de R$ 214,6 milhões no mesmo período. “Esta é uma informação relevante que demonstra uma disposição maior do empresariado em retomar os investimentos e voltar a crescer”, sugere.

O industrial do segmento de Alimentos e Panificação, que também integra a diretoria da Fiep, Darcy Miara Júnior, disse que uma vez implementado, o programa vai potencializar os pontos fortes da região e ajudar a desenvolver os aspectos que precisam ser melhorados. “Com isto teremos um equilíbrio maior e poderemos competir em igualdade com as indústrias de fora.

Ele também falou sobre os principais desafios da indústria paranaense nos próximos meses. “É momento de nos unirmos para fortalecer nossas bases e cobrar melhorias junto ao poder público, como mais investimentos em infraestrutura, estabelecer fontes alternativas de energia, reduzir a carga tributária e melhorar aplicação das leis trabalhistas para que consigamos retomar o patamar de desenvolvimento que perdemos com a crise”, concluiu.

 

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