Sistema Fiep aponta desafios do setor industrial em Londrina

Indústria foi o principal setor responsável pelas vagas de emprego criadas na microrregião em 2018

Indústrias de Londrina, já empregaram, até maio deste ano, mais que o dobro de pessoas de 2017 inteiro.
Foto: Gelson Bampi

De acordo com dados levantados pelo departamento econômico do Sistema Fiep, as indústrias da microrregião de Londrina, que inclui os municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana, já empregaram, até maio deste ano, mais que o dobro da quantidade de pessoas contratadas durante todo o ano de 2017.

O saldo entre contratações e demissões, de janeiro a dezembro do ano passado, foi de 347 vagas de trabalho na microrregião. Já de janeiro a maio de 2018, o valor já é de 756 novos postos criados. O economista do Sistema Fiep, Evânio Felippe, explica que este já é um indicador que sinaliza o início de uma recuperação do setor pós-crise. “Depois de uma fase complicada, com redução de trabalhadores e suspensão de investimentos, o empresariado industrial demonstra estar mais confiante na recuperação da economia, deixando a impressão de que o pior da crise ficou para trás”, comenta.

A região é um importante polo da Indústria de Transformação, especialmente do setor Têxtil e de Vestuário (confecções), Tecnologia da Informação, Alimentos e Bebidas e Metalmecânico. Das 34.289 indústrias de transformação sediadas no estado, 2.686 estão nesta microrregião. Porém, mais de 67% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda está concentrado na cidade de Londrina. “Após este diagnóstico, estamos trazendo para a região o Programa de Desenvolvimento de Polos Produtivos, um serviço oferecido pela Fiep para alavancar o crescimento e a participação dos municípios menores no PIB regional”, explica Felippe.

Entre os pilares do programa, que visa equilibrar a geração de riquezas por região, estão planos de atração de novos investimentos, aumento do nível de recursos dos municípios e do nível de emprego e renda, e melhora na qualidade de vida da população da região. “Todo o conteúdo segue uma metodologia específica, desenvolvida pela Fiep, em que o objetivo final é promover o crescimento e trabalhar as potencialidades e vocações dos municípios. A ideia é levar este projeto ao conhecimento do poder público para que possa nos apoiar numa parceria com as indústrias locais, num grande esforço em prol do desenvolvimento sustentável da região”, resume.

Durante sua apresentação, o economista Evânio Felippe também destacou as características e peculiaridades dos polos produtivos do Norte do estado e falou sobre os principais desafios da indústria. Uma delas é a retomada dos investimentos, ponto fundamental para melhorar a competitividade no mercado interno e externo.

Segundo dados do BNDES, de janeiro de 2017 a maio de 2018, cerca de R$ 20 milhões foram contratados junto à instituição na região. “Esta é uma informação relevante que demonstra uma disposição maior do empresariado em retomar os investimentos e voltar a crescer”, sugere.

Para o vice-presidente da Fiep e industrial do segmento metalmecânico, Ary Sudan, a iniciativa da Fiep é um grande avanço para o desenvolvimento da indústria local. “A indústria é hoje o segmento que melhor paga seus colaboradores, que mais investe em tecnologia, que mais retém talentos, contrata e forma mão-de-obra especializada, que concentra a maior parte da arrecadação de impostos do estado. Um estado e um país para serem fortes precisam ter uma indústria forte e competitiva. Acho fundamental que o programa desperte este olhar para o setor e que as parcerias público-privadas evoluam para gerar mais empregos, renda e qualidade de vida para a nossa região”, defendeu.

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