Sistema Fiep faz raio x industrial de Maringá

Indústria de transformação responde por 26% das vagas de emprego criadas na microrregião de Maringá em 2018

Indústrias de Maringá conseguiram reverter cenário negativo de empregabilidade de 2017
Foto: Divulgação

De acordo com dados levantados pelo departamento econômico do Sistema Fiep, as indústrias da microrregião de Maringá, que inclui os municípios de Maringá, Mandaguari, Marialva, Paiçandu e Sarandi, já conseguiram reverter o cenário negativo de empregabilidade registrado no ano passado.

O saldo entre contratações e demissões, de janeiro a dezembro do ano passado, foi de -583, ou seja, foram fechados 583 postos de trabalho na microrregião. Já de janeiro a maio de 2018, o valor é positivo, de 816 novos postos criados. O economista do Sistema Fiep, Evânio Felippe, explica que este já é um indicador que sinaliza o início de uma recuperação do setor pós-crise. “Depois de uma fase complicada, com redução de trabalhadores e suspensão de investimentos, o empresariado industrial demonstra estar mais confiante na recuperação da economia, deixando a impressão de que o pior da crise ficou para trás”, comenta.

A região é um importante polo da Indústria de Transformação, especialmente do setor de Tecnologia da Informação, Alimentos e Bebidas e Metalmecânico. Das 34.289 indústrias de transformação sediadas no estado, 2.799 estão instaladas nesta microrregião. Porém, mais de 77% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda está concentrado na cidade de Maringá. “Após este diagnóstico, estamos trazendo para a região o Programa de Desenvolvimento de Polos Produtivos, um serviço oferecido pelo Sistema Fiep para alavancar o crescimento e a participação dos municípios menores no PIB regional”, explica Felippe.

Entre os pilares do programa, que visa equilibrar a geração de riquezas por região, estão planos de atração de novos investimentos, aumento do nível de recursos dos municípios e do nível de emprego e renda, e melhora na qualidade de vida da população da região. “Todo o conteúdo segue uma metodologia específica, desenvolvida pelo Sistema Fiep, em que o objetivo final é promover o crescimento e trabalhar as potencialidades e vocações dos municípios. A ideia é levar este projeto ao conhecimento do poder público para que possa nos apoiar numa parceria com as indústrias locais, num grande esforço em prol do desenvolvimento sustentável da região”, resume.

Durante sua apresentação, o economista Evânio Felippe também destacou as características e peculiaridades dos polos produtivos na região e falou sobre os principais desafios da indústria. Uma delas é a retomada dos investimentos, ponto fundamental para melhorar a competitividade no mercado interno e externo.

Ele também destacou o impacto que a paralização dos caminhoneiros causou no setor. “Até maio, a expectativa era bem positiva, as vagas de emprego aumentaram consideravelmente em relação ao ano passado e havia um otimismo do empresariado com relação à recuperação do setor. Mas os dados mostram que a greve pode sim afetar a criação de novas vagas aqui na região até dezembro”, comentou.

Felippe explica que os indicadores do Sistema Fiep apontaram queda de 15% nas vendas industriais do setor produtivo do Paraná em maio. “Este é um forte indicativo de desaceleração nas contratações no estado. Somente nos próximos três meses será possível fazer um diagnóstico mais preciso sobre como o mercado e a economia vão se comportar até o fim deste ano”, reforçou.

Mas o economista também destacou que a iniciativa da entidade, de lançar um programa de desenvolvimento nos municípios menores é um grande incentivo para promover a recuperação do segmento industrial em toda a região. “É nos momentos de dificuldade que os setores se fortalecem. Esta é uma boa oportunidade para que municípios e empresários se unam em prol do desenvolvimento da atividade e da geração de emprego e renda”, concluiu.

 

 

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