Reajuste da tabela de frete prejudica empresas e consumidores, diz Fiep

Presidente da entidade pede que STF julgue ações que questionam a imposição de um valor mínimo para o transporte de cargas

Transporte de cargas para a indústria já havia subido em média 12% antes do reajuste (Foto: Gelson Bampi)

O reajuste na tabela de preço mínimo para o frete rodoviário de cargas, definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vai onerar ainda mais o setor produtivo e prejudicar toda a economia brasileira. “A tabela em si já é um equívoco, visto que é uma interferência indevida do Estado na livre iniciativa e na concorrência do mercado”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo. “Com o reajuste, o impacto nas planilhas de custos das empresas será ainda maior e, em última instância, essa conta vai sobrar para toda a população por meio do aumento dos preços finais dos produtos”, acrescenta.

Publicada nesta quarta-feira (5) no Diário Oficial da União, a decisão da ANTT determina um reajuste médio de 5% nos valores mínimos para o frete rodoviário. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), antes desse reajuste o setor industrial já havia registrado, em média, um aumento de 12% em seus custos de transporte.

Para Campagnolo, a tabela de frete mínimo precisa urgentemente ser revista. O presidente da Fiep pede, inclusive, celeridade ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe julgar três ações sobre o tema. Em uma delas, a CNI pede que a Lei 13.703/2018, que que instituiu o tabelamento do transporte de cargas após a greve dos caminhoneiros, em maio, seja declarada inconstitucional. “Muitas das reivindicações dos transportadores são justas, mas o principal caminho para que eles ampliem seus ganhos é pelo reaquecimento da economia, e não pela imposição de uma tabela de frete que cria ainda mais dificuldades e aumento de custos para as empresas”, diz.

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