Vendas industriais caem em julho, mas acumulado do ano é positivo

De janeiro a julho, a alta em relação a igual período de 2017 é de 5,36%

As vendas no setor industrial tiveram leve queda de 2,73% em julho em relação a junho deste ano, segundo a pesquisa Indicadores Conjunturais da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O resultado é considerado normal, por ser um movimento sazonal, tradicionalmente verificado nesta época do ano. No acumulado de janeiro a julho, o índice é positivo e está 5,36% acima do mesmo período de 2017, apesar do impacto verificado em maio, com a paralisação do transporte rodoviário.

Crédito da foto: Gelson Bampi

“O indicador confirma uma tendência de alta, que vinha se confirmando até maio, antes da greve dos caminhoneiros, e que foi retomada nos últimos dois meses. Mas o crescimento será gradativo, num ritmo mais lento do que o industrial e o mercado gostariam”, explica o economista da Fiep, Evânio Felippe.

A queda das vendas em julho é resultado da performance negativa em 11 dos 18 gêneros pesquisados. Por outro lado, dois dos três segmentos de maior participação na indústria paranaense apresentaram expansão: Refino de Petróleo e Produção de Álcool (+9,48%) e Alimentos e Bebidas (+1,52%). Já o setor Automotivo, que teve alta em junho, teve redução nas vendas (-15,10%).

Os gêneros que apresentaram os maiores avanços foram Couros e Calçados (+27,98%); Vestuário (+26,27%) e Refino de Petróleo e Produção de Álcool (+9,48%). As maiores quedas se registraram em Máquinas e Equipamentos (23,71%); Edição e Impressão (-16,82%); e Veículos Automotores (-15,10%). O resultado de janeiro a julho de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, mostra agora 10 gêneros positivos e oito negativos.

Compra de insumos e empregos

A compra de insumos teve aumento de 0,71% em julho. Já de janeiro a julho, acumula aumento de +7,97% em relação ao mesmo período de 2017. Neste mesmo intervalo de tempo, as compras de insumos do exterior apontam alta de 26%, enquanto no Paraná somam 2% e em outros estados 8%. “Este cenário preocupa, já que mostra uma certa dependência de matéria-prima do mercado internacional. Isso tira a competitividade da indústria. O ideal seria retomar uma política de incentivo à produção de insumos localmente, como havia há alguns anos”, avalia.

Em relação à geração de empregos, houve ligeira alta de 0,9% em julho. Isso em função do saldo positivo em oito dos 18 setores pesquisados. Já no acumulado de janeiro a julho, há queda de 0,16% em relação ao ano passado. Os melhores desempenhos neste quesito em julho foram em Metalúrgica Básica (+2,58%), por causa do aumento de pedidos; Couros e Calçados (+2,03%), por conta do aumento de exportações; e em Móveis e Indústrias Diversas (+1,80%). As maiores quedas foram em Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-1,77%) em função de redução de vendas; Produtos de Metal (-1,58%), pelo fim de pedidos; e Minerais não Metálicos (-1,22%), em virtude do aumento de custos dos transportes. De janeiro a julho em comparação com igual período de 2017, sete gêneros tiveram alta na oferta de vagas e 11 reduziram. Os setores que mais empregaram este ano foram em Couros e Calçados (+22,20%), Veículos Automotores (+9,19%) e Metalúrgica Básica (+4,65%). Os que mais demitiram foram Madeira (-13,18%), Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-8,87%) e Borracha e Plásticos (-4,43%).

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