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Hora de pensar no futuro do Brasil

Passada a eleição, é momento de começarmos a colocar em pauta a discussão de medidas que nos façam superar definitivamente a crise

A eleição chegou ao segundo turno. Neste domingo, os brasileiros decidem quem será o próximo presidente da República. Após um dos processos eleitorais mais acirrados de nossa história, marcado por uma acentuada polarização e até por momentos de ânimos exaltados, é fundamental que todo brasileiro vote de acordo com sua consciência, pensando no que é melhor para o Brasil. Mais do que isso, é essencial que, dentro do regime democrático do país, o resultado das urnas seja respeitado.

Passada a eleição, é momento de olhar para o futuro. O vencedor do pleito terá, entre suas missões, a busca pela união da sociedade para que, em conjunto, possamos superar os inúmeros obstáculos que dificultam nosso desenvolvimento econômico e social. É momento de começarmos a colocar em pauta a discussão de medidas que nos façam superar definitivamente a crise dos últimos anos e nos preparem para um crescimento sustentado em longo prazo.

Reformas necessárias
Entre essas medidas, é fundamental que sejam aprovadas algumas das tão necessárias reformas estruturantes. Em especial, a Reforma da Previdência, capaz de contribuir para uma expressiva diminuição no rombo dos cofres públicos, que vem comprometendo a capacidade de investimento dos governos e retira cada vez mais recursos da sociedade. Outra reforma urgente é a Tributária, buscando uma efetiva simplificação do complexo sistema de impostos brasileiro, que afeta a competitividade das empresas.

Ainda que não tragam efeitos imediatos para o desempenho da economia, que serão observados ao longo dos anos, a aprovação dessas reformas é essencial para o país mostrar que está comprometido em fazer a lição de casa para melhorar as finanças públicas e o ambiente de negócios. Essa sinalização fará com que investidores nacionais e estrangeiros recuperem a confiança de aplicar recursos em empreendimentos produtivos no Brasil.

Por mais que o novo presidente assuma o mandato somente em 1º de janeiro, o país pode avançar nessa agenda de reformas ainda nos últimos meses de 2018. Sem dúvida alguma, existe espaço para que, em alinhamento com o atual comando do Palácio do Planalto e com o Congresso Nacional, possa haver uma discussão madura sobre as reformas da Previdência e Tributária, antecipando a aprovação dessas medidas essenciais.

Edson Campagnolo
Presidente do Sistema Fiep

O papel de cada cidadão
Encerrada a eleição, é importante também que todo brasileiro tenha consciência de seu papel enquanto cidadão. O movimento Vote Bem, uma iniciativa apartidária desenvolvida pelo Sistema Fiep e diversas entidades parceiras, vem promovendo nos últimos anos várias ações para mostrar que a obrigação do eleitor não se encerra com o voto.

Escolhidos nossos representantes no Executivo e no Legislativo, é necessário fiscalizar permanentemente a atuação dos eleitos, cobrando deles a correta aplicação do dinheiro público e a adoção de políticas e programas que beneficiem o conjunto da sociedade. Como infelizmente vimos recentemente, a omissão da população abriu espaço para que pessoas mal-intencionadas ocupassem os espaços de decisão no país, colocando interesses pessoais ou políticos acima dos interesses da coletividade. Impedir que isso volte a acontecer está nas mãos de cada cidadão.

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