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Reforma da previdência: ordem para o progresso

É necessário que o Congresso Nacional mostre sensibilidade e coloque a reforma em votação o quanto antes

Equilibrar as contas públicas é fundamental para criar estabilidade econômica e dar segurança a quem empreende e produz no Brasil. O verdadeiro rombo existente hoje nas finanças faz com que cada vez mais recursos sejam retirados da sociedade, por meio de impostos, para cobrir os gastos dos governos, inibindo investimentos e a geração de riquezas no país.

Um dos principais causadores desse desequilíbrio nos cofres públicos é o déficit na Previdência Social. Equacionar essa questão é, portanto, fundamental para que o Brasil mostre compromisso com seu futuro. E é essencial que o país dê esse passo o mais rapidamente possível. Superada a eleição e definido o novo governo, o momento é propício para que se avance na agenda de mudanças.

É necessário que o Congresso Nacional mostre sensibilidade e coloque a Reforma da Previdência em votação o quanto antes. Deixando de lado correntes políticas ou ideológicas, os parlamentares precisam ter responsabilidade com o país. Precisamos recolocar o Brasil em ordem para que se alcance o progresso.

Por que a Previdência é importante?
A Previdência é um sistema que garante aposentadoria para quem trabalha e oferece benefícios como pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade e salário-família.

Como ela é financiada?
Quem está trabalhando contribui para o pagamento de quem se aposenta. O equilíbrio das contas depende, principalmente, do tamanho da população que contribui para o sistema.

Por que existe déficit?
Hoje, 52 milhões de brasileiros contribuem para a Previdência e há 33 milhões de aposentados. Mas, como a expectativa de vida está aumentando – passou de 69,8 anos em 2000 para 75,5 anos em 2015 – se não houver reforma, em 2050 serão 43 milhões de contribuintes para 61 milhões de aposentados.

Outro problema é que, pelas regras atuais, os brasileiros em geral se aposentam muito cedo. É o que mostra o comparativo da idade média de aposentadoria em diversos países:

  • México: 72
  • Japão: 69,3
  • Portugal: 67
  • EUA: 65,9
  • Alemanha: 62,7
  • Brasil: 59,4

De quanto é o prejuízo?
Em 2017, faltaram R$ 268,79 bilhões para pagar as aposentadorias e outros benefícios. Sem a reforma, a estimativa é que os gastos previdenciários correspondam a 82% dos gastos do governo em 2026. Pior: estima-se que, em alguns anos, o Brasil precisará de 25% de seu PIB para bancar o sistema.

Quais são as consequências?
Se nada for mudado, o governo precisará retirar ainda mais dinheiro de áreas fundamentais como saúde, educação e infraestrutura. E, ao mesmo tempo, o aumento da carga tributária será inevitável. O resultado será investidores perdendo a confiança no país, comprometendo a criação de novos empregos.

O que dá para fazer com as contas equilibradas?
Estimativas mostram que uma Reforma da Previdência pode fazer com que o Brasil economize mais de R$ 1 trilhão até 2028 – número que pode ser até maior dependendo da proposta aprovada. Com esse dinheiro seria possível construir, por exemplo:

  • 1 milhão de casas populares por ano
  • 221 mil escolas
  • 40 mil hospitais

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