Em parceria com o Sistema Fiep, Congresso discute longevidade dos brasileiros

Longevidade produtiva, relacionamento intergeracional e inovação em saúde foram temas apresentados

Atualmente, existem cerca de 20 milhões de pessoas idosas no país que, de acordo com o IBGE, representam 11% da população brasileira. Nos últimos anos observou-se um crescimento de pessoas com mais de 60 anos de idade, ocasionando mudanças quanto à representação da longevidade na sociedade. Para analisar e discutir este cenário, durante três dias, mais 500 pessoas entre professores, pesquisadores e profissionais das áreas biológicas e da saúde participaram da 2ª edição do Congresso Nacional de Envelhecimento Humano (CNEH), evento promovido pelo Centro Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas (Cemep) em parceria com o Centro de Inovação Sesi em Longevidade e Produtividade, que aconteceu entre os dias 22 e 24 de novembro no Centro de Eventos do Sistema Fiep, no Campus da Indústria, em Curitiba.

Além dos dados demográficos do envelhecimento no Brasil, foram realizados painéis sobre inovação e saúde, paradigmas para o desenvolvimento no envelhecimento humano, políticas públicas para a terceira idade, inclusão digital da pessoa idosa, entre outros. Um dos temas que obteve mais participação foi a mesa-redonda sobre longevidade, saúde e indústria 4.0. Afinal, em 1990, a expectativa de vida do brasileiro era 65,3 anos e três meses, tendo saltado para 74 anos e sete meses em 2015, um crescimento de 14%, segundo pesquisa do IBGE de 2013.

Consequentemente, no mesmo período, aumentaram também os gastos com saúde e previdência, levando não só o governo, mas também os empregadores a voltarem mais os olhos para a saúde do trabalhador. Segundo Emmanuel Lacerda, gerente executivo de saúde e segurança para a indústria do Sesi Nacional, hoje as pessoas não morrem de doenças, mas sim, de hábitos. “Não morremos mais de tifo e tétano. Morremos porque fumamos, dirigimos com excesso de velocidade, por sedentarismo. A pessoa que está empregada faz seus exames periódicos, tem acompanhamento do médico do trabalho e suporte do plano de saúde empresarial. O panorama é positivo. Os problemas começam quando ela se aposenta ou está fora do mercado de trabalho. Temos que preparar as pessoas para planejar e cuidar da sua saúde e capacidade de trabalho ao longo da vida, inclusive quando aposentadas. O Brasil precisa inovar. Por isso, o Sesi faz a sua parte com eventos como esse e com criação do Centro de Inovação Sesi em Longevidade e Produtividade”, disse.

Para Rosangela Fricke, gerente executiva de Segurança e Saúde para a Indústria do Sistema Fiep, os conceitos aplicados à Indústria 4.0 podem ser aplicados também na saúde. Seguindo a linha de coleta de dados e monitoramento, a saúde é tão acessível quanto a performance de um processo. A grande gama de dispositivos eletrônicos que monitoram nossa rotina e nos proporcionam um autocuidado, a telemedicina, os prontuários eletrônicos, dentre outros, nos permitem antecipar análises e propor cuidados mais assertivos. O primeiro passo neste sentido é garantir a qualidade de dados obtidos para traduzir as informações corretas. São dados sobre os hábitos das pessoas, como qualidade do sono, dos hábitos alimentares, atividades físicas e recreativas, além das laborais, que impactam diretamente na saúde do trabalhador. “Com a qualidade dos dados obtidos garantida as decisões serão muito mais assertivas. Por isto, o Sesi trabalhou no desenvolvimento de uma plataforma, a plataforma Sesi Viva+, que permite agrupar os dados e desenvolver informações importantes sobre a saúde dos trabalhadores da indústria, transformando essas informações em soluções”, relatou.

Durante o evento, o especialista em medicina do trabalho, Dr.  Paulo Zétola apresentou projeto realizado em parceria com o Centro de Inovação Sesi em Longevidade e Produtividade, nos mais de 7.300 funcionários da Renault do Brasil, localizada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Lá, foram desenvolvidas ações com foco em inovação, retenção e valorização das competências intergeracionais, reduzindo conflitos, gerando melhoria no trabalho em equipe e interesse em participar de capacitações e atualizações.

Para saber mais sobre o Centro de Inovação Sesi em Longevidade e Produtividade acesse www.longevidade.ind.br