Projeto TransformAção muda a vida de jovens em situação de risco

Durante seis meses, adolescentes tiveram a oportunidade de estudar diversos temas, desde educação financeira a discussões sobre depressão e suicídio (desde competências sócio afetivas a diálogos sobre educação financeira)

Estrelas, galáxias, meio interestelar. Esses e outros assuntos são estudados pelos astrofísicos, profissão que o jovem Nicolas Alexandre, de apenas 15 anos, pretende seguir. Ele é um dos 29 estudantes que participou do projeto TransformAção, iniciativa do Instituto Robert Bosch, em parceria com o Sistema Fiep, por meio do Sesi no Paraná. Durante seis meses os adolescentes tiveram aulas sobre temas como desenvolvimento humano, educação financeira, construção do percurso profissional, educação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), relacionamento interpessoal e ética profissional na sede da ONG Projeto Vida, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em Curitiba.

Os adolescentes, de 14 e 15 anos e estudantes do 9.º ano do Ensino Fundamental e 1.º ano do Ensino Médio de colégios públicos, participaram de encontros presenciais mediados por técnicos especializados do Sesi no Paraná e profissionais convidados que trabalharam, de maio a novembro, os quatro pilares para educação da Unesco: aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a conviver e aprender a fazer. Na noite desta quinta-feira (22), os alunos receberam os certificados de conclusão do curso. A cerimônia contou com a presença dos formandos, amigos e familiares, representantes do Sistema Fiep e do Instituto Robert Bosch.

De acordo com Karin Odette Bruckheimer, coordenadora de ações estratégicas do Sistema Fiep, o objetivo do projeto é estimular a descoberta e o fortalecimento do potencial destes jovens. “Criamos oportunidades e condições para que cada um se transforme e seja capaz de desenvolver os atributos necessários a seu crescimento como pessoa, profissional, cidadão e como integrante de uma sociedade”, comenta.

Para o eletricista Agnes Alexandre Rosário de Almeida, pai do Nicolas, o projeto foi uma oportunidade não só para adquirir mais conhecimento, mas para se tornar uma pessoa melhor. “Meu filho mudou muito. No dia em que ele e os colegas visitaram a Bosch, ele ficou muito empolgado e passou duas horas falando sobre isso. Tenho muito orgulho dele”, comenta. O jovem Nicolas complementa o pensamento do pai. “O meu jeito de pensar mudou. Aprendi a ouvir, a trabalhar em equipe, ver a vida de outra forma. Quero continuar participando de projetos como este e, no futuro, estudar física e me tornar astrofísico”, afirma.

Os estudantes também puderam conhecer mais sobre temas que não são debatidos frequentemente na adolescência, como autoestima, depressão e suicídio. “Muitos jovens não estão preparados para enfrentar o mercado de trabalho e a vida adulta. É importante trabalhar essas competências sociais para que, após participar deste projeto, eles possam seguir para um curso profissionalizante mais capacitados. O conhecimento e apoio do Sesi no Paraná foram fundamentais para que este programa acontecesse”, diz.