Senai intensifica apoio à indústria de leite

As indústrias de laticínios do Paraná já podem contar com uma nova estrutura no Estado. O Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Lácteos, do Sistema Fiep, com sede em Toledo, no Oeste paranaense, atua em três grandes frentes para atender o setor: consultoria, ensaios laboratoriais e desenvolvimento de novos produtos. O anúncio foi feito na última segunda-feira (18) pelo diretor regional do Senai no Paraná, José Antonio Fares, durante reunião do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite).

“Há uma necessidade premente de potencialização da indústria de lácteos, com agregação de valor. O espaço do IST de Alimentos e Lácteos e toda a sua estrutura devem ser ocupados por este segmento industrial”, disse Fares à diretoria do Sindileite e empresários do setor. Segundo ele, o que ainda não for possível atender com a estrutura própria do Instituto será viabilizado por meio de parcerias com universidades e centros de pesquisa. “Vamos estabelecer uma grande aliança para que isso aconteça de fato”, frisou, acrescentando que o compromisso do Senai é responder fortemente às demandas do setor. “Não podemos dizer não a vocês”, reforçou.

O diretor do Senai lembrou também que quando se fala em inovação é preciso pensar em subsídios e na captação de recursos para investimentos. “Nós sabemos que é muito difícil para as indústrias colocarem recursos em inovação e, por isso, estamos também criando alternativas com este fim. O IST está na Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), e tem instrumentos para a captação de recursos para investimentos”, informou.

Em relação a investimentos voltados à inovação, há programas de fomentos que podem cobrir até 2/3 dos custos de um projeto, o que viabiliza que mesmo micro e pequenas indústrias possam investir em pesquisa e tecnologia.

Rumo ao mercado internacional

O presidente executivo do Sindileite, Wilson Thiesen, disse que o IST de Alimentos e Lácteos será de fundamental importância para o setor. “O Instituto Senai pode contribuir formando e treinando pessoal, incorporando novas tecnologias, prestando consultoria para diminuição de custo industrial e no lançamento de novos produtos. Além disso, segundo Thiesen, o apoio do IST será decisivo na realização de análises laboratoriais, especialmente aquelas exigidas pelo mercado externo uma vez que agora o comércio internacional passa a ser o grande foco do setor. “Temos que preparar nossas indústrias para que possam exportar e nisso o Senai vai nos apoiar tanto nas análises que serão exigidas quanto no próprio credenciamento das empresas para atuarem no comércio internacional”, informou.

Estrutura e serviços

A estrutura do IST de Alimentos e Lácteos inclui laboratórios especializados, equipamentos de ponta e equipes formadas por mestres e doutores com experiência na indústria. Com isso, é possível trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, em processos mais eficientes e no aumento de produtividade, seja melhorando processos ou adaptando as indústrias para a era 4.0 a partir da estrutura já existente.

O Instituto trabalha também para adequar os produtos à legislação e na conquista de certificações e melhoria do desempenho por meio de ensaios e serviços de metrologia. O resultado é mais produtividade, mais economia e maior competitividade.

O gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep, Fabrício Lopes, explicou que para atender o setor lácteo um grupo de indústrias foram visitadas. “Fomos ouvir dessas indústrias quais são os seus gaps de produtividade e gaps tecnológicos para identificar o que mais devemos implantar no IST para atendê-las em todas as suas demandas”, disse. Uma das demandas são ensaios laboratoriais obrigatórios que normalmente são feitos em São Paulo e outros estados. Já estamos hoje com processo de certificação do nosso instituto para que estes ensaios possam ser feitos aqui no Senai do Paraná”, informou.

Há também demandas do setor relacionadas a linhas de pesquisa, equipamentos e perfis profissionais específicos. “Estamos implantando tudo isso para que possamos fazer um atendimento melhor a estas indústrias”, disse. Lopes explicou que as visitas às indústrias do setor lácteo vão continuar e serão sistemáticas. “Vamos fazer visitas periódicas para entender todas as necessidade e poder atender da melhor forma, buscando sempre soluções que tornem as empresas mais eficientes e preparadas para competir e conquistar novos mercados”.

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