Industrial paranaense reduz confiança na economia em março

Divulgação de baixo crescimento da economia em 2018 e divergências entre executivo e legislativo na articulação das reformas interferiu para a queda em relação a fevereiro

O industrial do Paraná está menos confiante na economia este mês. É o que revela o resultado da pesquisa mensal realizada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que apontou queda de 0,6 pontos este mês em relação a fevereiro. O nível de confiança caiu de 65,5 para 64,9 pontos. O levantamento inclui dados da indústria de transformação e da construção civil.

Crédito da foto: Gelson Bampi

Apesar de menor em março, no geral, o índice ainda é positivo, ou seja, está acima dos 50 pontos, na faixa de otimismo. O valor também está 6,8 pontos acima da média dos últimos 12 meses (abril de 2018 a março de 2019). Em relação ao mesmo período de 2018, o grau de confiança é 3,5 pontos maior. Em março de 2018, o indicador geral era de 61,4 pontos.

De acordo com o economista da Fiep, Evânio Felippe, o anúncio do novo governo de que se empenharia para realizar logo as reformas para retomada do crescimento econômico gerou forte otimismo em toda a atividade produtiva do Paraná. Porém, este cenário ainda não tem se confirmado. O resultado do PIB do ano passado também pode explicar a queda no otimismo.

“À medida em que as propostas de reforma foram sendo encaminhadas e as divergências entre os poderes se tornaram públicas, sinalizando que a aprovação não seria tão rápida quanto se esperava, houve interferência na percepção positiva dos empresários”, avalia. “O crescimento do PIB de apenas 1,1%, abaixo do esperado, reforçou a expectativa de menor crescimento da economia também para 2019 e isso pode ter impactado no resultado da pesquisa”, acrescenta.

O Estudo da Fiep segue a mesma metodologia adotada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador que mede a confiança do empresário é formado pelo indicador de condições, que avalia a percepção do empresário em relação a seu próprio negócio e à economia do país nos últimos seis meses, e pelo de expectativas, que faz a mesma avaliação, mas projetando a avaliação para os próximos seis meses. O índice de condições ficou em 55 pontos, queda de 1,7 ponto em relação ao mês passado. Já o de expectativas ficou praticamente estável, 69,8 pontos, 0,1 ponto abaixo de fevereiro. Entre as pesquisadas, 33,8% são pequenas, 36,6% médias e 29,6% grandes empresas.

Sondagem

Na pesquisa Sondagem Industrial, realizada mensalmente pela CNI e que serve de parâmetro para medir a confiança do empresário, 60% dos entrevistados responderam que esperam ter aumento de demanda nos próximos seis meses. Cerca de 70% pretendem manter a quantidade de postos de trabalho e 57% estimam que devem fazer investimentos nos próximos seis meses.

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