Confiança do industrial paranaense cai pelo terceiro mês seguido

Pesquisa da Fiep aponta que piorou o ambiente de negócios, mas que expectativa do empresário em relação ao futuro da economia ainda é alta

A terceira queda consecutiva na confiança do industrial paranaense com relação a uma melhora no cenário econômico se confirmou em maio. Foi o que revelou o estudo mensal realizado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) foi de 59,2 pontos, redução de um ponto em relação a abril (60,2). Mesmo assim, permanece na área de otimismo, acima dos 50 pontos. O resultado segue a tendência nacional divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acumula recuo de 8,2 pontos desde fevereiro, num total de 56,5 pontos.

Crédito da foto: Gelson Bampi

O principal motivo da queda neste indicador é a percepção do empresário de que a pauta econômica do novo governo não avançou tão rapidamente quanto se esperava. “No início do ano havia uma euforia no mercado com relação a possíveis mudanças imediatas que reverteriam os rumos da economia, como a aprovação das reformas, o ajuste fiscal, criação de novas vagas de emprego e retomada do crescimento, fato que não se confirmou até o momento”, analisa o economista da Fiep, Evânio Felippe.

Apesar do resultado em tendência de queda, o indicador de confiança ainda está acima da média nacional e da estadual dos últimos 12 meses (de junho de 2018 até maio de 2019), em 58,4 pontos. E, diferente do que foi detectado na pesquisa nacional, o Paraná apresentou crescimento de 1,8 ponto no indicador de expectativas, que avalia a visão do empresário em relação a seu negócio e à economia para o futuro, próximos seis meses. Saiu de 63,2 pontos, em abril, para 65 pontos, em maio.

Já o índice de condições faz a mesma projeção, porém, referente aos últimos seis meses. Ele teve queda acentuada de 6,7 pontos em maio, caindo dos 54,4 pontos, em abril, para 47,7 pontos agora. “O cenário ainda desfavorável para uma retomada da economia, somado ao aumento do desemprego e à demora na aprovação da reforma da previdência impactaram negativamente. Isso demonstrou uma piora no ambiente de negócios para os empresários”, sugere o economista da Fiep.

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