Acordo Mercosul-União Europeia criará oportunidades para a indústria paranaense, diz Fiep

Presidente da entidade, Edson Campagnolo, afirma que fechamento da parceria pode significar uma nova era para o comércio exterior brasileiro

Acordo tem potencial para aumentar os embarques de produtos brasileiros para a Europa (GilsonAbreu)

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirma que o acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia, selado nesta sexta-feira (28), pode representar um grande impulso para a economia e a indústria do Paraná nos próximos anos. “Esse acordo, que era uma antiga reivindicação do setor produtivo, é um enorme avanço e abrirá novas possibilidades para a exportação de produtos brasileiros à Europa, podendo beneficiar diversos segmentos da indústria paranaense”, declara. Segundo ele, uma melhor análise de quais setores especificamente terão vantagens ainda depende da divulgação das regras tarifárias previstas para cada produto, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Com o acordo, Mercosul e União Europeia formarão uma área de livre comércio que soma US$ 19 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e um mercado de 750 milhões de pessoas. A depender do movimento europeu de abertura de seu mercado agrícola, o acordo pode agregar US$ 9,9 bilhões às exportações do Brasil para a União Europeia, segundo cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Um aumento de 23,6% em dez anos, com potencial de gerar 778,4 mil empregos. Na avaliação da indústria, esse aumento nas exportações não é trivial. Entre 2012 e 2016, as exportações brasileiras para os europeus caíram de US$ 49,1 bilhões para US$ 33,4 bilhões. Registrou leve recuperação em 2017 e encerrou 2018 em US$ 42,1 bilhões. Desse total, 56% foram de bens industrializados.

Para Campagnolo, o fechamento de um acordo cujas negociações se arrastavam há 20 anos pode significar uma nova era para o comércio exterior brasileiro. “Está mais do que claro que o Brasil precisa buscar maior integração ao fluxo de comércio internacional e, para isso, acordos bilaterais são de fundamental importância. O que se espera é que, a partir de agora, o país busque novas parcerias que possam criar oportunidades para o setor produtivo brasileiro e a consequente geração de mais empregos, riquezas e desenvolvimento”, diz o presidente da Fiep.

Sobre o acordo – O acordo anunciado nesta sexta vai reduzir tarifas de importação de inúmeros produtos brasileiros. De acordo com estudo da CNI, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, hoje 68% enfrentam tarifas de importação ou quotas.

Para os países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai –, o acordo prevê um período de mais de uma década de redução de tarifas para produtos mais sensíveis à competitividade da indústria europeia. No caso europeu, a maior parte do imposto de importação será zerada tão logo o tratado entre em vigor. O acordo cobre 90% do comércio entre os blocos.

Com informações da Agência CNI de Notícias

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