Redução dos juros deve estimular atividade econômica, diz Fiep

Presidente da entidade considera que medida do Copom é necessária para retomada do consumo e de investimentos produtivos

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, considera que a redução da taxa básica de juros é mais uma importante medida para estimular a retomada da atividade econômica do país. “Essa medida tem potencial para incentivar o consumo e também melhorar as condições de crédito para as empresas, facilitando a retomada de investimentos produtivos. Isso é essencial para que o país volte a gerar empregos em maior escala e entre em um ciclo de crescimento mais consistente”, afirma.

Crédito da foto: Gelson Bampi

Por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa Selic, que serve de referência para os juros no país, foi reduzida em 0,5 ponto percentual, ficando em 6% ao ano. Com isso, a taxa básica de juros brasileira alcançou seu menor patamar na história. Pesaram para a decisão do Copom questões como a inflação abaixo da meta, o ritmo lento da atividade econômica e o encaminhamento da aprovação da Reforma da Previdência.

Para Campagnolo, é fundamental que a Selic continue em tendência de queda nos próximos meses e que isso venha acompanhado de outras medidas de desburocratização, que facilitem o acesso ao crédito por consumidores e, principalmente, empreendedores. “Muitas indústrias têm projetos de investimentos prontos, mas precisam de sinais mais claros de que a economia está se recuperando, além de um crédito mais barato e facilitado. Quanto mais baixa a taxa de juros, mais rápido será esse processo”, declara.

A decisão do Copom gerou uma reação imediata por parte dos agentes financeiros do país. Logo após o anúncio da redução da Selic, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Itaú também anunciaram redução nas taxas de juros para suas respectivas linhas de crédito, tanto para pessoa física quanto para as empresas. “Nossa expectativa é de que os demais bancos sigam este mesmo movimento e reduzam gradualmente suas taxas, principalmente com a previsão de que devem ocorrer novas quedas da Selic até o final do ano e manutenção dos valores em 2020”, completa João Baptista Guimarães, especialista em crédito da Fiep.

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