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Industrial paranaense mantém otimismo em agosto

Pelo segundo mês seguido, índice que mede confiança do empresário na economia subiu e chegou a 59,4 pontos

Redução dos juros, aprovação da Reforma da Previdência e da MP da Liberdade Econômica na Câmara Federal e a articulação em torno da Reforma Tributária influenciaram positivamente a opinião do empresário em agosto. O índice de que mede a confiança do industrial paranaense (ICEI) cresceu, pelo segundo mês consecutivo. Chegou a 59,4 pontos, na área de otimismo, com variação de 0,5 pontos em relação a julho. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

Mudanças recentes na economia influenciaram positivamente a opinião do empresário em agosto.
Crédito da foto: Gelson Bampi

O resultado mostra que tanto o indicador de expectativas, avaliação projetada para os próximos seis meses, quanto o de condições, últimos seis meses, melhoraram. O de expectativas cresceu 0,5 pontos, chegando a 64,1 pontos. O de condições, está praticamente saindo da área de pessimismo, com 49,9 pontos, alta de 2,8 pontos em relação ao mês anterior.

Esse conjunto de medidas tomadas pelo governo para aquecer a economia são um alento ao empresário, que tinha essa expectativa de melhora desde o início do ano. “Ainda é preciso avançar mais na questão da aprovação da Reforma Tributária, que tem impacto direto no setor produtivo, e vai beneficiar as indústrias do Paraná para que consigam equilibrar seus caixas e ganhar fôlego para retomar investimentos, melhorar a competitividade e gerar mais postos de trabalho”, avalia o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo.

O otimismo dos empresários este mês também é decorrente da aprovação, na Câmara Federal, da Medida Provisória nº 881/19, que traz mudanças nos direitos dos trabalhadores e alterações nas regras para abertura de empresas. Ela foi aprovada na semana passada e já chegou ao Senado para apreciação. “Esta MP reduz a burocracia no setor privado e simplifica a abertura de novos negócios, além flexibilizar termos da lei trabalhista”, explica o economista da Fiep, Thiago Ramos.

De acordo com o Governo, as mudanças podem gerar 3,7 milhões de novos empregos nos próximos 10 anos. “É mais um incentivo ao industrial, que também vem melhorando sua percepção da economia com a redução da Selic, agora, em 6% ao ano. Some-se a isso, a revisão positiva do PIB após sucessivas previsões pessimistas, passando de 0,81% para 0,83% na mais recente avaliação do Banco Central, e a redução da taxa de desemprego no Brasil no segundo trimestre deste ano”, justifica Ramos.

Na avaliação do indicador de condições, que ainda está levemente abaixo dos 50 pontos, houve uma melhora proporcional tanto do que se refere às condições da empresa quanto da economia nos últimos meses.

 Confiança nacional

O resultado do Paraná acompanha o divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o restante do país. O Índice de Confiança do Empresário Industrial no Brasil voltou a subir e alcançou 59,4 pontos em agosto. Foi o terceiro aumento consecutivo do indicador, que está acima da média histórica de 54,5 pontos.  O índice de condições cresceu 4,1 pontos frente a julho e ficou em 51,1 pontos. O de Expectativas subiu 1,5 ponto no mesmo período e ficou em 63,6 pontos em agosto.

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