Encontro aborda a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar

4º Diálogo de Saúde Suplementar, realizado pelo Sesi e ANS, reúne mais de 140 participantes em Curitiba

Promover uma cultura de cuidado da saúde e da prevenção, conscientizar as pessoas, adotar novas tecnologias e processos inovadores na gestão da saúde, rever formas de pagamento e a judicialização na saúde, criar um sistema integrado que otimize o acesso a dados e informações. Essas foram apenas algumas das propostas de melhoria sugeridas pelos participantes do 4º Diálogo de Saúde Suplementar –  O Desafio da Coordenação do Cuidado nos Planos Coletivos Empresariais, evento promovido pelo Sesi em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O encontro, realizado no dia 9 de setembro, em Curitiba, reuniu cerca de 140 agentes do setor, como profissionais de RH, médicos, operadores de planos de saúde, bem como representantes de indústrias farmacêuticas, laboratórios e prestadores de serviços. Georgia Antony, representante do Departamento Nacional do SESI, ressaltou a importância de incluir na discussão todos os atores envolvidos, a fim de buscar propostas em comum visando a uma melhor eficiência do sistema de saúde suplementar. “Todos os presentes neste encontro são agentes nos cuidados em saúde e hoje temos a oportunidade de atuar em colaboração. Juntos temos o poder de transformar e construir soluções mais sustentáveis” pondera Georgia.

A gerente executiva de Segurança e Saúde do Sistema Fiep, Rosangela Fricke, destacou a iniciativa do Sesi e da ANS de abrir espaço e convidar os interessados a participarem do debate acerca da saúde suplementar. “Tivemos a honra de receber a quarta edição deste evento, onde pudemos discutir e desenhar novos modelos de atuação nesse quesito que é tão importante para as empresas” disse.

O contato mais próximo com os operadores de planos de saúde foi uma das razões que motivou Alan Roberto Kuzma, coordenador de Medicina e Segurança do Trabalho e Patrimônio da BeautyColor Company, a participar do diálogo. “Estamos em busca de soluções principalmente para diminuir a sinistralidade e oferecer um serviço cada vez melhor para os nossos colaboradores” revelou.

A dinâmica, conduzida por especialistas do Sesi e da ANS, foi composta por diversas atividades a fim de envolver os participantes e colocá-los como protagonistas das mudanças necessárias. Para incentivar a troca de experiências e ideias, os participantes foram convidados colocar- se no lugar do outro e aprender a escutar os seus problemas, suas dificuldades e necessidades; usar a criatividade e a imaginação; ter iniciativa e sugerir o que pode ser feito diferente para melhorar o cenário atual.

Flávia Tanaka, gerente de monitoramento assistencial da diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos na ANS, explica que esse encontro é resultado de um termo de cooperação técnica entre a ANS e o Sesi, que teve início em 2014, e fecha um ciclo de diálogos promovidos este ano nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. Para Flávia, o diálogo permitiu aproximar contratantes e fornecedores para tratar do futuro da saúde suplementar no pais. “Foi um encontro muito rico, com a participação de diversos atores e foi muito bacana ver o resultado do trabalho desenvolvido. O objetivo é continuarmos com as discussões, trazendo o contratante para dentro desse debate sobre os temas regulatórios que impactam no modelo de assistência que é prestada aos colaboradores, e na busca por um modelo mais sustentável que entregue qualidade e gere valor para o paciente” informou.

Saúde suplementar no Brasil

Saúde suplementar é a atividade que envolve a operação de planos ou seguros de saúde. Essa operação é regulada pelo poder público, representado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto as operadoras compreendem seguradoras especializadas em saúde, medicinas de grupo, cooperativas, instituições filantrópicas e autogestões.

Em todo o país, há mais de 46 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 24 milhões em planos exclusivamente odontológicos. Apenas em 2018, esses beneficiários realizaram 1,57 bilhão de procedimentos como consultas, exames e internações, segundo dados da ANS. Nesse contexto, os custos dos planos de saúde coletivos oferecidos por empresas trazem grandes desafios ao setor privado na manutenção de benefícios aos trabalhadores.

Iza Lopes Vazquez é especialista de saúde global da BRF e atua diretamente na área de gestão de saúde corporativa. Ela viu no encontro a possibilidade de debater esse assunto que tem um peso importante para o RH da empresa. “Eventos como esse devem acontecer mais vezes, para garantirmos a sustentabilidade do negócio e a conservação desse benefício que é tão relevante para o colaborador e sua família”, analisou Iza.

Para José Antonio Fares, superintendente do Sesi e IEL no Paraná e diretor regional do Senai, a saúde suplementar é um tema de grande interesse da indústria e dos seus colaboradores: “precisamos ressignificar o papel da saúde nas organizações. O Sesi quer trabalhar ativamente  na oferta de soluções, além de ser um articulador nesse debate tão relevante, promovendo a cultura da prevenção e, consequentemente, ganhos para todos os envolvidos. ”

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