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CDES RECOMENDA AMPLIAÇÃO DO CMN

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da presidência da República (CDES) decidiu encaminhar um documento ao presidente Lula recomendando a ampliação do Conselho Monetário Nacional

Fiep defende a participação da sociedade civil e de ministros ligados ao setor produtivo na definição da política monetária do País
Curitiba (19/05/2005) – O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da presidência da República (CDES) decidiu nesta quinta-feira (19), durante reunião em Brasília, encaminhar um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendando a ampliação do Conselho Monetário Nacional para até nove membros. A proposta vinha sendo defendida pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná e por outras entidades do setor empresarial desde fevereiro.
Para o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, que esteve no encontro do CDES, a decisão reflete a visão do setor produtivo de que o Brasil precisa de mudanças fundamentais no sistema de governança da política monetária. “O País precisa de uma política que seja efetivamente pública para esta área, com percepções diferentes das atuais, que estão limitadas a uma ótica financista”, disse ele.
Segundo Rocha Loures, a eficiência da economia brasileira depende de uma gestão inteligente para evitar a recorrência de insucessos ocorridos nos últimos 10 anos, como o do endividamento sem investimento ou da estabilidade sem crescimento. “O próprio presidente já admitiu que errou ao manter a velha estratégia de usar somente a taxa de juros para conter a inflação. Insistir nesta visão míope é continuar a provocar o crescimento da dívida pública sem a necessária contrapartida de investimentos”, afirmou o presidente da Fiep.
Pela proposta defendia por ele, o Conselho Monetário Nacional passaria a contar com nove membros, ao invés de três. Além dos atuais (os ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do Banco Central), fariam parte ainda os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Ciência e Tecnologia; e o presidente do BNDES. Também seriam nomeados pelo presidente da República três representantes da sociedade civil, indicados por empresários, trabalhadores e pela academia.
Exportação – O presidente do Sistema Fiep também comentou o programa de incentivo às exportações, divulgado nesta quinta-feira pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan. “A medida é boa, mas o ideal é que o País tenha uma política que contemple todos os segmentos exportadores. De toda forma, a medida é positiva porque deve se propagar e contribuir para o desenvolvimento da nossa economia”, disse Rocha Loures.
Ele também considerou apropriada a decisão do governo de simplificar a burocracia para abertura e fechamento de empresas por meio de um projeto de Lei que será encaminhado ao Congresso Nacional. “É importante sair da posição tímida e perceber que a renúncia fiscal não representa perda de arrecadação. O governo deve facilitar investimentos que melhorem nossa capacidade produtiva. Isso vai resultar na melhoria da nossa competitividade”, destacou o presidente da Fiep.

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