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Consultor britânico defende novo perfil para líderes do século 21

O consultor britânico Mike George afirma em seminário realizado pela Unindus que as inteligências emocional e espiritual são essenciais para a formação de lideranças

“Liderança não é simplesmente uma posição que se alcança com o decorrer da carreira profissional. É uma atitude”. Com essas palavras o britânico Mike George, consultor internacional de gestão, abriu o Seminário Liderança e a Nova Inteligência, realizado nesta quarta-feira (16), numa promoção do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, através da Universidade da Indústria (Unindus).

George defende que os líderes atuais devem desenvolver, além da IQ (Inteligência Racional), adquirida na educação formal ao longo da vida, a EQ (Inteligência Emocional) e aplicá-la no dia-a-dia do trabalho. Além disso, ele afirma que tanto a IQ como a EQ devem se complementar com a SQ (Inteligência Espiritual).

“Um líder precisa ter empatia com os seus subordinados e deve ser espiritualmente equilibrado, sensíveis àquilo que as pessoas ao seu redor sentem e vivem”, afirma. Segundo ele, acima de regulamentos, horários, regras e resultados existem seres humanos, pessoas e sentimentos e para enxergá-las é preciso uma visão sistêmica humanizada dentro das organizações. “Através dessa visão é possível perceber o valor que cada pessoa tem e tirar de cada relacionamento uma oportunidade criativa”, completa.

Para Marcos Mueller Schlemm, esse pensamento ainda é muito novo dentro das empresas, mas é algo que deve ser discutido com seriedade. “A cada dia esse tema ganha maior importância entre os executivos que se vêem atarefados no estresse do dia-a-dia e não conseguem vislumbrar momentos para si mesmos, perdendo muitas vezes o contato direto com quem está ao seu redor”, diz.

Durante a sua passagem por Curitiba, o palestrante britânico lançou o livro “Viva Melhor – os sete clicks essenciais para uma vida sem estresse”, pela editora Publifolha. Na obra, George analisa sete mitos que costumam diminuir a importância do estresse na vida moderna para, então, propor um retorno à própria essência do ser humano. Segundo o autor, “a felicidade não depende disso ou daquilo, é decisão. Felicidade não é destino, é jornada. Felicidade não é realização, é a maneira de realizar”.

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