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Plataforma Brasil-Europa

Sistema Fiep oferece novo canal para negócios internacionais

Sistema Fiep oferece novo canal para negócios internacionais


O Sistema Fiep, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), Senai e IEL, promoveu nesta quarta-feira (22) um encontro entre cerca de 50 empresários paranaenses e a engenheira responsável pela Plataforma Brasil-Europa na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), de Paris, Amandine Molin. O tema da reunião foi cooperação internacional.

Amandine falou sobre o funcionamento da Plataforma Brasil-Europa, uma ferramenta para prospecção e intermediação de negócios, transferência de tecnologia e associações com empresas da Europa, sobretudo da França, colocada à disposição de empresários brasileiros através da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de seus braços regionais, como a Fiep. Além dos empresários presentes ao encontro, também participaram da reunião a gestora da Plataforma Brasil-Europa na CNI, Ulliana Martinelli, o diretor regional do Senai Paraná, Carlos Sérgio Asinelli, o superintendente do Sesi e do IEL do Paraná, Marcos Schlemm, e o coordenador do CIN, Henrique Santos.

A experiência da Plataforma não é nova para o Estado, que foi o primeiro do Brasil a estruturar esse programa em um trabalho desenvolvido entre 1987 a 1991. A Plataforma foi encampada pela CNI e expandida para todo o país em 2005, através do projeto com a Onudi de Paris. Como resultado do trabalho realizado em 2005, 50 projetos brasileiros, de 13 estados, entre eles o Paraná, foram divulgados através da Plataforma. Desse total, nove empresas brasileiras estão em negociações avançadas com empresários franceses.

“O Paraná é bastante forte nas áreas de Agronegócio e Meio Ambiente. No momento, temos dois projetos em andamento nessa área, um deles de uma empresa paranaense, praticamente já fechado, e outro de uma empresa francesa com interesse no Paraná”, contou Amandine.

A engenheira francesa explicou que a Onudi apóia anualmente cerca de mil projetos de vários países. A instituição promove encontros entre empresários, missões comerciais, busca parceiros, auxilia na formatação de projetos, faz estudos de viabilidade financeira, indica financiadores internacionais e ainda oferece assistência técnica e legal durante as negociações.

A experiência realizada pela Plataforma nos anos anteriores tem inúmeros casos de sucesso, lembrou o diretor regional do Senai Paraná, que atuou diretamente no programa na década de 80. Entre os mais famosos, estão o caso da Vapza, que industrializa alimentos cozidos embalados à vácuo, utilizando tecnologia francesa negociada e transferida através da Plataforma, e da Solabia, indústria instalada em Maringá que fabrica medicamentos à base de traquéia bovina, uma joint-venture entre a França e o Brasil também intermediada pelo programa.

De acordo com a gestora da Plataforma Brasil-Europa na CNI, Ulliana Martinelli, o foco do programa é a internacionalização das empresas. “Nosso objetivo é que a Plataforma seja uma base para desenvolver a competitividade das empresas brasileiras no exterior e das instituições que trabalham com essas empresas, como as federações das indústrias, Senai e Sesi”, afirmou.

Para isso, a Plataforma é o instrumento de promoção de parcerias, transferência de tecnologia, identificação de oportunidades de negócio, promoção de intercâmbio e capacitação de agentes do CIN, Senai, IEL e Sesi.

Ulliana conta que as metas para 2006 prevêem a ampliação do trabalho com a França e também a formalização de parcerias com instituições da Espanha, Itália e Holanda.

Para os empresários presentes ao encontro, como o presidente da Embafort Embalagem Industrial, Humberto de Ramos Cabral, a Plataforma é um instrumento de grande valia para o empresário brasileiro. “Hoje 94% dos meus produtos são exportados, minhas embalagens vão para 45 países. Facilita bastante para o empresário ter um link direto com países da Europa”, avalia.

“Parcerias podem começar aqui, através da intermediação da Fiep e do trabalho realizado pela Plataforma”, disse o consultor de novas tecnologias, Nivaldo Almeida Neto. “É uma boa ferramenta para identificar novas áreas de atuação e tecnologia de ponta”, acrescentou.

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