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União deve fortalecer negócios da indústria do trigo no Paraná

Empresários e dirigentes sindicais destacam a cooperação como ação crucial para aumentar importância da cadeia em todo o País

clique para ampliar Reino Rae, da Abitrigo, fala a empresários do setor (Foto: Rogério Theodorovy)

Empresários e dirigentes sindicais ligados à cadeia da indústria do trigo no Paraná elegeram a união do setor como uma das principais ações para fortalecer seus negócios no Estado. O setor, responsável por mais da metade de toda a produção nacional, quer qualificar ainda mais a marca do trigo paranaense, tornando seus produtos referência em todo o País.

 

Esses foram os principais resultados do Fórum Setorial da Cadeia do Trigo, realizado nesta terça-feira (16) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em Curitiba. A Fiep está reunindo representantes de 16 setores da indústria paranaense para debater formas de desenvolver seus negócios neste momento de crise. Nesta quarta (17) acontece o fórum do setor de Alimentos de Origem Vegetal e Bebidas e na quinta (18), o de Alimentos de Origem Animal. Os encontros acontecem até o final de julho.

“A gente tem que oferecer produtos e serviços irresistíveis. O cliente tem que ter satisfação de pagar por nossos produtos porque eles valem a pena”, disse o assessor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Reino Pécala Rae, que proferiu palestra aos participantes do evento. Para Rae, o Paraná tem posição privilegiada no cenário nacional, porque é o único estado “que pode produzir vários tipos de trigo, e em volume”. “O Paraná pode fazer trigo para pão francês para abastecer o País. Para isso é preciso trabalhar junto sempre”, afirmou.

Para o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo), Marcelo Vosnika, o Paraná poderia lançar uma marca do “Trigo do Paraná”: “Hoje já temos o conceito de melhor trigo. Poderíamos aproveitá-lo na agricultura e as empresas poderiam agregar valor à marca de seus produtos”, disse. “Reuniões como essa são necessárias para ajustar a diferença entre a cadeia”, afirmou, avaliando o resultado do encontro.

No Fórum, os participantes elegem um conjunto de ações prioritárias que devem ser tomadas pelo Sistema Fiep, pelo poder público e pelas próprias empresas e sindicatos empresariais como forma de desenvolver os negócios do setor. Além da maior interação e colaboração entre toda a cadeia, os empresários e dirigentes sindicais escolheram como prioridade a busca pela excelência e competitividade; a adequação da infraestrutura de logística, armazenagem e transportes; a alocação de recursos para pesquisas de melhoramento do trigo; e a capacitação e aperfeiçoamento de pessoal. A partir do Fórum, será criada uma comissão que se encarregará da execução das prioridades elencadas.

 

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