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Indústria de Alumínio avança na crise

Pesquisa aponta crescimento médio de 12% na produção e no aumento da cartela de clientes em vários Estados

Francisco Beltrão – As empresas no Sudoeste do Paraná que integram o APL (Arranjo Produtivo Local) de utensílios domésticos e produtos de alumínio estão contrariando a crise, apresentando crescimento. Os avanços são em média de 12% na clientela e na produção, registrando ainda ampliação do rol de produtos em pelo menos 14%. Outro dado relevante indica que 90% das empresas pesquisadas estão investindo e gerando mais emprego.

As informações foram levantadas através de uma pesquisa realizada pelo Sebrae/PR com empresas que integram o APL Sudoeste, entre janeiro e abril deste ano. O APL envolve 34 empresas nos municípios de Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Bom Sucesso do Sul, Nova Prata do Iguaçu, Coronel Vivida e Marmeleiro.

 

Motivos

            Para o consultor do Sebrae/PR, Gerson Miotto o crescimento se deve a somatórios de fatores, principalmente ligado a profissionalização do setor e ampliação da gama de produtos. “O setor passou por uma mobilização, investiu em capacitação, consultorias técnicas e o resultado está aí, um aumento médio de quase 12% no número de clientes atendidos pelas empresas. Com o aprimoramento da gestão, as empresas melhoraram a qualidade dos produtos e buscaram novos mercados”, observa Miotto, lembrando que algumas empresas estão atuando em vários estados e ganham regiões no Paraná.

 

Emprego

            Mesmo não sendo abordado nesta última pesquisa, a geração de emprego no setor vem seguindo o mesmo ritmo de crescimento e aparece com destaque no cenário estadual. Dos 90 municípios que tem esta atividade 17 estão na região Sudoeste. Ao todo o setor na região gera cerca de 680 empregos na indústria de panelas, que representa 17% dos empregos do Paraná nesta atividade.

            Francisco Beltrão ocupa a 4ª colocação no ranking estadual, de empregos e de estabelecimentos, da indústria de Panelas de Alumínio. Pato Branco ocupa a 8ª e a6a colocação no ranking de emprego e estabelecimentos, respectivamente.

            Palmas tem 88 empregos nesta atividade e apenas três estabelecimentos, o que indica que a atividade não se restringe apenas a micro empresas. Uma participação superior é verificada no número de empregos total e na indústria como um todo. Isto indica que a atividade de panelas tem um peso maior no número de empregos do Paraná que na atividade econômica total e que na indústria.

 

APL

            Para os empresários, o resultado da pesquisa traz à toda os benefícios do APL. O empresário Márcio Colombo, sócio-gerente de uma indústria do ramo em Pato Branco, ratifica o resultado da pesquisa, enfatizando as ações do APL. “Isso tudo movimentou nosso setor e como se trabalha em grupo, acaba nivelando questões referentes a processos, produtos, custos e tecnologia”, destaca.

            Em Francisco Beltrão, a empresária Edna Viccari, também confirma o aumento na produção e aquisição de novos equipamentos. “O fato de ser em grupo, com apoio do Sebrae, do Senai, do Sindimetal, fica mais fácil de se conseguir avanços da gestão à produção”, atesta os benefícios do APL.

            O gerente da regional Sudoeste do Sebrae/PR, Joailson Agostinho, conta que as ações no projeto estão focadas na gestão, qualificação de mão-de-obra, negócios, melhoria do processo produtivo e também na questão ambiental. “Isso proporciona um ganho técnico e administrativo muito grande nas empresas. Um dado interessante nisso tudo é que neste período de trabalho no APL, nenhuma empresa fechou as portas. Pelo contrário, estão crescendo”, analisa o gerente.

            O APL está em atividade desde 2004, e é composto por 34 empresas do setor de alumínio que atuam com diversos meios de produção como fundição, laminação, injeção, extrusão, repuxo e a fabricação de acessórios para utensílios domésticos em alumínio. Entre os propósitos do arranjo está o apoio às indústrias do segmento para o aprimoramento de produtos, de processos e de profissionais, visando a expansão mercadológica.

 

Fonte: Diário do Sudoeste, 24 de junho de 2009

 

 

 

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