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Encontro defende participação de toda sociedade em prol dos idosos

O Seminário sobre Envelhecimento e a Assembléia do Fórum Paranaense do Idoso, promovidos pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, discutiram políticas públicas para a terceira idade

clique para ampliar Jurilza Maria Barros de Mendonça, da Universidade de Brasília, falou sobre a realidade dos idosos no Brasil e América Latina (Foto: Gilson Abreu)

Dados do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (ORBIS), do Sistema Fiep, mostram que, entre 1991 e 2007, a expectativa de vida dos brasileiros passou de 63,15 para 68,75 anos. No Paraná, a expectativa de vida aumentou de 66,13 para 71 anos, no mesmo período.

A população idosa, que no Brasil já chegou a 21 milhões de pessoas, precisa de atenção especial e políticas públicas específicas, segundo defenderam os participantes do III Seminário sobre Envelhecimento e VI Assembleia do Fórum Paranaense do Idoso, realizados nesta sexta-feira (27), em Curitiba. Promovido pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) do Sistema Fiep e o Fórum Paranaense do Idoso, o encontro apresentou as políticas públicas para o idoso e a realidade no Brasil.

Segundo o secretário geral da secretaria executiva do Fórum Paranaense do Idoso, padre José Aparecido Pinto, é necessário que toda a sociedade se envolva nas discussões sobre o envelhecimento da população. “Os idosos vivem uma luta constante na busca pelos seus direitos. É preciso partir para a ação e garantir que a população possa envelhecer com dignidade. A qualidade de vida é tão importante quanto a longevidade”, destacou.

O presidente de honra do CPCE, Mário De Mari, abriu o seminário destacando que já houve muitos avanços em relação às políticas, mas ainda é preciso fazer mais. “Os idosos de hoje foram os jovens que contribuíram e construíram a sociedade anos atrás. É preciso que todos os órgãos governamentais e entidades se voltem para os idosos e garantam uma qualidade de vida digna, respeito e ações mais efetivas”, disse.

Políticas de Estado – “É necessário um maior envolvimento dos idosos no processo que busca transformar esforços isolados em tornem movimentos articulados, pois eles são os maiores interessados”, disse Jurilza Maria Barros de Mendonça, consultora e colaboradora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Política Social da Universidade de Brasília.  “Temos que pensar em políticas de estado e não de governo. Com a atuação da população da terceira idade, acredito que será possível”, afirmou ela.

Um dos principais desafios, segundo Jurilza, é abandonar as relações verticais de poder e promover a integração entre os ministérios, fazendo com que todos trabalhem pela mesma causa. “Há quase que um consenso de que é mais importante investir na criança, no adolescente e na pessoa com deficiência do que no idoso. Temos que mudar essa mentalidade e mostrar que o idoso tem muito a contribuir”, enfatizou Jurilza, que coordenou a Política Nacional do Idoso no Ministério da Previdência e Assistência Social de 1995 a 2001.

A consultora citou o Estatuto do Idoso, criado em 2003, como resultado de uma série de assembleias e conferências sobre envelhecimento que vinham sendo realizadas desde 1982. “Tivemos avanços, como os mecanismos de punição nos casos de maus tratos e violência ao idoso, o desconto de 50% em atrações culturais, a isenção e desconto no transporte coletivo”, disse, ressaltando que apesar dos bons resultados, vários artigos do estatuto ainda são desrespeitados, como o que proíbe a cobrança diferenciada em planos de saúde e o que garante o fornecimento de medicamentos, órteses e próteses.

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