Senai Arapongas apresenta estofado mais resistente e sustentável

Móvel é o resultado do projeto Arquitetura de Estofados com Design Agregado, que está sendo desenvolvido por pesquisadores do Senai, UEL e a empresa Molufan

clique para ampliar Protótipo do móvel foi produzido com madeira de origem legal, e revestido por um tecido de fibras de bambu (Foto: Divulgação Sistema Fiep)

O Centro de Tecnologia da Madeira e do Mobiliário (Cetmam) da unidade do Senai de Arapongas reuniu empresários e pesquisadores do setor moveleiro na quinta-feira (17), para apresentar os resultados do projeto Arquitetura de Estofados com Design Agregado. O projeto foi desenvolvido por consultores da área de engenharia de materiais e design do Senai, em parceria com professores dos departamentos de Arquitetura e Design da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com a indústria de estofados Molufan.

Aprovado em 2008 no edital nacional Senai/Sesi Inovação, o projeto consiste no desenvolvimento de formas sustentáveis na produção moveleira, começando pela aplicação de conceitos de durabilidade e sustentabilidade em um dos móveis mais indispensáveis para o conforto e a vida social do indivíduo: o estofado.

Os pesquisadores apresentaram um protótipo do móvel, que foi produzido com madeira de origem legal, e revestido por um tecido de fibras de bambu elaborado pela empresa Temar Têxtil. De acordo com o gerente do Senai Arapongas, Nilson Violato, o material garante um tato mais agradável e permite uma maior interação com a temperatura do corpo.

O chassi do estofado também ganhou resistência extra. Foram eliminados os grampos que fazem ligação entre as madeiras, e substituídos pela tecnologia de encaixe de madeiras. A técnica aumenta em até 50% a resistência do estofado, conforme resultados dos testes realizados no laboratório do Senai de São José dos Pinhais.

clique para ampliar Chassi do estofado também ganhou resistência com técnica de encaixe de madeira (Foto: Divulgação Sistema Fiep)

Além de proporcionar maior durabilidade para o móvel, a técnica de encaixe chamada de Sambladuras, também traz benefícios na produção. O gerente do Senai explica que a isenção do tradicional prego de ferro também pode reduzir os casos de lesão por esforço repetitivo (LER) nos operários.

“O método permite ainda incrementar o design moveleiro com o auxílio de programas computacionais que dispensam o antigo sistema de produção da ‘tentativa e erro’, o que favorecia o desperdício do material durante a montagem dos protótipos”, informa Violato. Totalmente sustentável, o protótipo apresentado teve madeira certificada da Araupel e espuma de soja fornecida pela Biofoan.

 

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