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Na CNI, cúpula do governo reforça interesse de alavancar concessões em infraestrutura

Presidente Michel Temer e ministros participaram do Seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pela Confederação em parceria com o Valor Econômico

Presidente Michel Temer discursa durante abertura do seminário (Foto: Miguel Ângelo/CNI)

O presidente Michel Temer e integrantes do primeiro escalão do governo federal reforçaram nesta terça-feira (8), durante seminário na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a mensagem de que o país deve reforçar a participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura, por meio de concessões. “Nós sabemos que o poder público não pode fazer tudo sozinho. Podemos juntos vencer essa crise que tomou conta do país”, afirmou Temer. Para o coordenador do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, o governo deixou claro de que está se buscando o fortalecimento de marcos regulatórios para aumentar a segurança jurídica das concessões e atrair investidores.

Temer participou da abertura do Seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, realizado em Brasília pela CNI, em parceria com o jornal Valor Econômico. O presidente observou que tem conversado com frequência com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, sobre a importância da retomada da confiança no país, que, segundo ele, passa fundamentalmente pela geração de empregos. “Quando se fala em gerar empregos, fala-se no incentivo à indústria. A superação dessa crise tão aguda exige um cuidado, um trabalho extraordinário que nos permita seguir adiante. Devo dizer que esse é um ciclo perverso que estamos desmontando”, disse. “O nosso grande problema é a confiança. Confiança de que nós todos vamos trabalhar juntos, para trazer a iniciativa privada para dentro do governo, mediante as concessões”, acrescentou.

Em setembro, o governo federal lançou oficialmente o Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), projeto que permitirá a maior participação privada nos investimentos e gestão de empreendimentos de infraestrutura. O primeiro pacote anunciado pelo governo prevê a concessão de 34 projetos de rodovias, portos, aeroportos, ferrovias e energia.

“O presidente Temer e os demais integrantes do governo transmitiram um discurso muito claro e muito firme de que estão buscando o aumento da confiança dos investidores, por meio do fortalecimento de marcos regulatórios, que possam dar mais previsibilidade aos contratos”, disse Vasconcelos. “Ficou claro também que faltam projetos consistentes a serem apresentados aos investidores antes do lançamento de PMIs (Procedimentos de Manifestação de Interesse). É preciso ter bons projetos, que são altamente vendáveis porque minimizam os riscos para os investidores”, acrescentou o coordenador do Conselho de Infraestrutura da Fiep.

Já o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, ressaltou que o caminho para a recuperação da economia passa necessariamente por uma maior participação da iniciativa privada nos investimentos e na gestão de empreendimentos. No discurso de abertura do seminário, Andrade enfatizou que a recuperação econômica está diretamente relacionada ao aprimoramento da infraestrutura nacional. “O restabelecimento da confiança na economia brasileira está associado à ampliação e à modernização da infraestrutura logística, energética e de saneamento básico”, frisou. “O Brasil possui elevado déficit de infraestrutura e o setor produtivo sente os efeitos de sua deterioração. O impacto da falta de expansão, de manutenção e de modernização desses serviços tem representado uma desvantagem competitiva do país em relação a seus concorrentes no mercado global”, disse.

Além do presidente Michel Temer, participaram do seminário o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco e a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos. Representantes de instituição financeiras, de empresas privadas ligadas a concessões e especialistas no tema também estiveram entre os debatedores.

Com informações da Agência CNI de Notícias

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