Programa de Voluntariado do Sistema Fiep recebe o Prêmio VoL

Iniciativa que envolveu centenas de colaboradores da entidade foi reconhecida como uma das melhores práticas de voluntariado do país

Mariana Mella do Rosario e Elaine Oliveira Ribeiro, da Gerência de Marketing e responsáveis pelo Programa de Voluntariado, receberam o prêmio em nome do Sistema Fiep (Foto: Divulgação/Grupo Dadivar)

O Sistema Fiep foi contemplado, nesta semana, com o Prêmio VoL, que reconhece as melhores práticas de gestão de voluntariado do país. A entidade recebeu a premiação pela última edição de seu Programa de Voluntariado, encerrado no mês passado, em que seus colaboradores desenvolveram 20 diferentes ações, em 14 municípios do Paraná, beneficiando direta ou indiretamente mais de 16 mil pessoas.

O Prêmio VoL, entregue em solenidade realizada em São Paulo, na noite de segunda-feira (6), é promovido pelo Grupo Dadivar, um conjunto de iniciativas sociais que tem como propósito estruturar e fortalecer as relações entre organizações, marcas e seus públicos de interesse, por meio de causas sociais. O Sistema Fiep foi reconhecido na categoria “Gestão de programas de voluntariado em empresas”. Com isso, ganha ainda o direito de utilizar um selo de reconhecimento por suas boas práticas de voluntariado.

O programa desenvolvido pela entidade tem como objetivo incentivar, por meio de uma rede de colaboração, orientação e investimento financeiro, ações de voluntariado que sejam lideradas por colaboradores. O presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, destaca que a inciativa está diretamente ligada à missão da entidade, aliando-se ainda ao esforço global de melhorias sociais por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU. “Incentivamos todo ano este Programa de Voluntariado, que é feito pelos nossos colaboradores, e queremos ter cada vez mais resultados em ações para a sustentabilidade do nosso planeta”, afirma.

Números do programa
No total, 36 grupos, envolvendo 278 colaboradores, inscreveram projetos no Programa de Voluntariado do Sistema Fiep em 2021. Desses, 20 foram selecionados, com cada um recebendo até R$ 5 mil para executar suas ações, em parceria ou em prol de instituições públicas e beneficentes de 14 diferentes municípios. As 20 iniciativas executadas envolveram diretamente 189 colaboradores da entidade e outros 197 voluntários externos, incluindo familiares e amigos dos funcionários, além de empresários e outras pessoas da comunidade.

Os projetos desenvolvidos abrangeram diferentes frentes, sempre em alinhamento com um ou mais dos ODS. Assim, ocorreram desde mobilizações para reparos e reequipamento de centros de educação infantil até a arrecadação e doação de alimentos e itens de higiene, passando por ações ligadas à área da saúde, de apoio ao empreendedorismo ou de proteção a animais, entre outras.

Fachada de Centro de Educação Infantil revitalizada por professores e alunos das Faculdades da Indústria em Londrina

Conheça algumas das ações
Em Londrina, por exemplo, professores e alunos das Faculdades da Indústria se reuniram para realizar o projeto “Abrace Uma Criança”. “Verificando a real necessidade de um Centro de Educação Infantil próximo à região do Senai, verificamos que muito mais do que aquisição de recursos, era necessária mão de obra de muitos voluntários”, conta a professora Camila Fogaça de Oliveira. “Como na Faculdade temos alunos das Engenharias Mecânica, Elétrica, de Software e cursos de tecnologia, foi muito fácil propor o desafio inicial de restaurar um parquinho e identificar pontos para manutenção, antes mesmo de obtermos o resultado da participação no Programa de Voluntariado”, completa.

Com o aporte do programa, foi possível ampliar a ação para um segundo Centro de Educação. “Agora a escolinha, além de contar com um parquinho restaurado, um espaço adequado com grama sintética para o uso de bebês, também conta com mais um espaço para uso das crianças, onde poderão aprender brincando”, diz Camila. “Uma transformação que só foi possível graças à rede de voluntariado de alunos da Faculdade da Indústria, colaboradores do Senai e parceiros, trazendo mais estrutura aos profissionais e maior qualidade no atendimento oferecido às crianças”, completa.

Já em Maringá, o projeto “Braile, Uma Necessidade Para Quem Precisa” doou uma máquina de escrever em braile ao Colégio Estadual Presidente Kennedy, que atende alunos com deficiência visual. Além disso, contando com o apoio de voluntários externos do Rotary Club de Maringá Leste, foi possível complementar a doação com uma segunda máquina.

Em Curitiba, o projeto “Coração e Soninho Feliz” buscou parceria com empresas para montagem de 120 kits contendo leite, farinha láctea, bolacha, creme dental, escova de dentes, brinquedo, livro infantil, sabonete e manta soft. Os kits foram distribuídos em duas ações, nos bairros São Miguel e Osternack. Nos dois locais, também foram ofertados teste de visão aos moradores, que receberam orientações para procurar especialistas, conforme a necessidade. A inciativa contou ainda com arrecadação de alimentos junto a alunos das Faculdades da Indústria.

Projeto “Empoderapão” ofertou oficinas de panificação, produção de geleias e empreendedorismo para 11 mulheres em Campo Magro

Empreendedorismo e sustentabilidade
Em Campo Magro, o projeto “Empoderapão” viabilizou treinamento empreendedor focado na culinária independente para mulheres em situação de vulnerabilidade, atendidas pelo centro comunitário Casa Amarela. “Nossa ideia inicial era fazer a revitalização do espaço utilizado para aulas de reforço escolar, mas mudamos o foco para montar uma Cozinha Escola na instituição”, conta o analista de projetos sênior Eder Cruz, que atua no Escritório de Projetos e Processos da Gerência Executiva de Apoio à Gestão do Sistema Fiep.

Além de equipar o local, os integrantes do grupo também realizaram oficinas para que 11 mulheres em situação de vulnerabilidade pudessem iniciar uma produção caseira na área de panificação e, acima de tudo, saíssem confiantes para uma nova perspectiva de independência e empoderamento. Elas também receberam kits de materiais e apostilas com receitas para que pudessem começar a produção em casa. “Saímos com o sentimento de que, mesmo de forma pequena, contribuímos para que elas consigam produzir e melhorar a própria vida e de seus familiares. É uma questão de empoderamento, de mostrar que elas são capazes de fazer”, afirma Cruz. Em paralelo às oficinas, foram realizadas ainda atividades de recreação, brincadeiras, informática e leitura para os filhos das participantes.

Já em Palmas, o foco do projeto “Plantando o Futuro” foi a conscientização ambiental. Os voluntários realizaram um teatro encenando a importância do cuidado com meio ambiente, como combater os desperdícios e destinação correta do lixo. Também foram distribuídas plantas ornamentais, garrafinhas de água e doces para alunos de algumas escolas, além do plantio de árvores e flores em três instituições de ensino.

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