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Reunião de atualização do PELT 2035 destaca obras prioritárias para região de Maringá

Lideranças de diversas entidades se reuniram na sede da ACIM para contribuir com o Plano Estadual de Logística em Transporte

O presidente da Fiep fala durante abertura do evento, acompanhado por lideranças da região (Fotos: Ivan Amorin)

Maringá recebeu, na manhã desta terça-feira (19), a segunda de uma série de reuniões que está sendo realizada em todas as regiões do Paraná para atualização do Plano Estadual de Logística em Transporte – PELT 2035. Mais de 50 lideranças de diversas entidades do setor produtivo e da sociedade civil conheceram como os projetos prioritários para a região evoluíram nos últimos anos e apontaram novas intervenções que consideram importantes para a melhoria da infraestrutura local.

Elaborado em uma construção coletiva que envolveu representantes de mais de 20 entidades da sociedade civil paranaense e com coordenação técnica do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o PELT apresenta 97 obras e projetos prioritários para que o Estado elimine gargalos logísticos até 2035. Desde o lançamento da última versão do plano, em 2016, 24% das intervenções foram concluídas. A maior parte, equivalente a 55% das demandas, já está planejada ou em início de execução. E os outros 21% ainda não tiveram avanços.

O presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, que participou do encontro, realizado na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), destacou a importância de reunir a sociedade civil para validar os projetos prioritários. “Com o PELT, temos um mapeamento da nossa infraestrutura com a homologação da sociedade paranaense”, disse. “Esse plano serve para oferecer subsídios aos governos, que têm os mandatos dados pelo povo, para que haja uma sequência de ações no intuito de propiciar a infraestrutura necessária para que o estado do Paraná tenha maior competitividade”, completou, lembrando ainda que o plano atualizado será entregue aos candidatos que concorrerem nas eleições deste ano.

Para Carlos Valter, a redução dos gargalos logísticos é fundamental para reduzir os custos do setor produtivo. “No Brasil, além da questão tributária que pesa sobre os produtos fabricados aqui, temos outros custos indiretos, muitas vezes imperceptíveis, que compõem o custo de produção. A infraestrutura é um deles e, hoje, temos custos em matéria de transportes entre os mais altos do mundo. Isso precisa ser melhorado”, explicou.

Ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) e conselheiro vitalício da entidade, Marco Tadeu Barbosa também ressaltou a importância da união de diversas entidades para a priorização das obras necessárias. “A gente sabe da importância da logística e das deficiências que temos nessa área, então cada vez mais precisamos envolver a sociedade nessa discussão. Quando você envolve todos os setores, principalmente o setor produtivo, a tendência é que as coisas aconteçam mais rapidamente”, disse.

João Arthur Mohr é o coordenador técnico da atualização do PELT

Demandas da região
Entre as prioridades para a região de Maringá estão principalmente melhorias na malha rodoviária. O gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr, responsável pela condução técnica do PELT, destaca que várias das obras nesse modal, especialmente algumas duplicações, já foram feitas ou estão previstas para o novo modelo de concessão de pedágios. “Teremos cinco eixos rodoviários totalmente duplicados saindo de Maringá, sentido Londrina, Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão e Presidente Prudente (SP). Essa última é uma duplicação que já está em andamento, a da PR 317, que é um pleito antigo da região”, explicou.

Durante a reunião desta terça, várias lideranças reforçaram ainda o pedido para que a duplicação da BR 376, no trecho entre Paranavaí e a divisa com Mato Grosso do Sul, passando por Nova Londrina, seja realizada o mais rapidamente possível. Essa obra, que já consta no PELT, é considerada fundamental para atender o aumento do fluxo de veículos e caminhões na rodovia. Miguel Tranin, que preside os sindicatos que representam as indústrias produtoras de açúcar, etanol e biodiesel da região, citou um levantamento recente que mostrou que o tráfego nesse trecho mais do que dobrou nos últimos anos. “Houve um aumento assustador na frota. É uma carga viária muito grande e as rodovias precisam de investimentos para dar vazão a toda a demanda atual. Então é fundamental estar apresentando e discutindo isso com a sociedade”, disse.

Tranin também destacou a necessidade de melhorias na malha ferroviária, especialmente para escoamento de produtos da região que são exportados via Porto de Paranaguá. No caso do açúcar, grande parte dele vai migrar para ferrovia, já que temos terminais aqui na região e também no Porto de Paranaguá, viabilizando isso. Todo investimento que vier para reduzir os custos, como aumento de bitola, que permitirá um aumento de cargas, ou uma nova descida da serra, que vai permitir vagões com maior capacidade, é de extrema importância para a competitividade do setor em nível nacional”, afirmou.

Próximas reuniões
A última versão do PELT 2035 pode ser acessada clicando aqui. Além de Maringá, a cidade de Londrina também já recebeu uma reunião para atualização do plano, na última sexta-feira (15). A série de encontros regionais segue nesta quarta (20), em Cascavel, seguindo depois para Francisco Beltrão (21), Guarapuava (27), Ponta Grossa (28) e Curitiba (29).

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