Estado retoma trabalho com telecoms e vai acompanhar alertas de catástrofes

Articulação para retomada do grupo foi feita pelo Conselho de Telecomunicações da Fiep

Integrantes do Conselho da Fiep se reuniram com o secretário Guto Silva (Foto: SEPL)

O governo do Paraná retomou nesta semana os encontros do Grupo de Trabalho que reúne as principais empresas de telecomunicação do Estado, Defesa Civil, Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio de seu Conselho Temático de Telecomunicações, e Associação Comercial do Paraná (ACP) para discutir formas de avançar no acesso a novas tecnologias. O grupo adicionou um novo item aos acompanhamentos periódicos na área: a adoção de alertas ativos para catástrofes naturais.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai começar a testar em 2023 um novo sistema de mensagens de emergência de desastres, que atualmente são enviadas pelos órgãos de Defesa Civil aos cidadãos pré-cadastrados nas suas regiões. Serão feitos testes para que tais mensagens apareçam na tela do celular de forma sobreposta e destacada de outros conteúdos, gerando obrigatoriamente algum tipo de interação. O objetivo é aumentar o potencial de prevenção de riscos de impactos de situações de emergência.

A iniciativa, que no Paraná começará por Paranaguá e deve chegar a São José dos Pinhais em outubro, vai passar por testes-pilotos e faz parte da demanda do Poder Público junto às operadoras visando o aperfeiçoamento do sistema de alerta em caso de eventos climáticos extremos.

Nas demais localidades já funciona um sistema com mensagens direcionadas pela Defesa Civil Estadual, que passou a vigorar em 2017. Desde então a entidade monitora os eventos climatológicos e envia os alertas para a população por meio do sistema disponibilizado pelo governo federal. Nele são inseridas as informações relativas às áreas que podem ser afetadas e quais os eventos que podem atingir a região. Os alertas são distribuídos às operadoras, que os reencaminham para os celulares cadastrados. O Paraná é o quinto estado em número de população cadastrada.

“A nova tecnologia vai permitir que uma pessoa seja alertada de maneira ativa pelo celular quando estiver em determinada área, sem necessidade de cadastro prévio. Queremos ampliar esse escopo para todo o Paraná, garantindo proteção das nossas comunidades”, explicou o secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva. “A tecnologia Cell Broadcast vai ajudar a amenizar estragos e salvar vidas, alertando de modo antecipado a população quando houver qualquer tipo de evento climático desfavorável”.

Segundo ele, o Grupo de Trabalho vai acompanhar os desdobramentos da nova tecnologia e sugerir novas formas de alerta.

Leis, campo e furtos
Além da nova tecnologia, são acompanhados de perto pelo Grupo de Trabalho ações relacionadas aos temas de uniformização da legislação, visto que ainda existem dificuldades para a instalação de antenas em determinadas áreas; a ampliação da conectividade do campo através do 5G; e a questão de furtos de cabos de cobre, que além do prejuízo material causam a interrupção de importantes serviços para o cidadão.

Para Guto Silva, a área de telecomunicações é estratégica e prioritária no Estado por fazer parte da infraestrutura de qualquer território, junto com as questões rodoviária, aeroviária e ferroviária, por exemplo. “Hoje vivenciamos uma transformação na forma de trabalhar, de se conectar, que vai desde a área urbana até o campo e que também passa agora com a ampliação da instalação do 5G, que deve causar uma mudança profunda”, disse.

O coordenador do Conselho de Telecomunicações da Fiep, Pedro Américo de Abreu Junior, considera a retomada dos trabalhos do grupo fundamental para avançar no desenvolvimento do setor no Paraná. “É uma grande satisfação para o setor perceber a atenção que o governo está dando para este tema”, afirmou.

Ele acrescentou que as três frentes de atuação do grupo são de extrema relevância. “O Paraná, em termos per capita, é o estado que mais tem roubos e furtos de cabos e equipamentos de telecomunicações, então é preciso agir nessa área. Já levar os serviços para o agro é importantíssimo, e como temos peculiaridades de relevo e tamanho de propriedades no Estado, é fundamental o governo se envolver nessa questão. E ter uma legislação moderna nos municípios é fundamental para se expandir a rede em todo o Paraná”, explicou. “Todos são temas relevantes não apenas para a indústria e o setor produtivo, mas para toda a população”, completou.

Para Letícia Yumi de Rezende, gerente de relações governamentais do Sistema Fiep, que também esteve presente na reunião, a retomada do diálogo entre o setor público e o setor de telecomunicações é de fundamental importância para que as pautas que vinham sendo trabalhadas possam avançar para destravar questões que hoje prejudicam muito a área da telecomunicação. “Principalmente na área de segurança, pelo índice de furto de cabos e equipamentos. Esse espaço aberto mostra a boa vontade do governo em auxiliar o setor e a disposição das operadoras em contribuir com os projetos. É uma via de mão dupla em que tanto o setor público como o setor privado serão muito beneficiados”, disse.

Também participaram da reunião outros integrantes do Conselho de Telecomunicações da Fiep, incluindo representantes de operadoras e empresários do setor, além do capitão Anderson Gomes das Neves, chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Defesa Civil, e Vladimir Donatti, coordenador de Mapeamento e Atualização de Processos da Secretaria de Planejamento.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

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