Estudantes do Colégio Sesi apresentam soluções tecnológicas na FEBRACE

A 22ª edição da mostra nacional de Ciências e Engenharia será realizada na USP, em São Paulo, na próxima semana

Uso de resíduos descartados incorretamente para melhoria das pavimentações asfálticas; protótipo utilizando inteligências artificiais como alternativa à análise de dados telescópicos; pastilhas adesivas com base enzimática para limpeza de caixas de gordura e encanamentos. Esses são os três projetos de estudantes dos Colégios Sesi finalistas da 22ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece na Universidade de São Paulo (USP), de 18 a 22 de março.

A FEBRACE é a maior mostra nacional de projetos de Ciências e Engenharia, desenvolvidos por estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. São 226 trabalhos finalistas, selecionados entre 500 semifinalistas, escolhidos em uma etapa anterior, feita a distância, na qual foram avaliados os 2.900 projetos inscritos.

A maior parte dos projetos finalistas da FEBRACE está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os autores dos melhores trabalhos ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300 prêmios e oportunidades no Brasil e no exterior. Além disso, serão selecionados nove projetos para a Regeneron ISEF 2024, a maior competição internacional do gênero, que acontecerá em Los Angeles (EUA), entre 11 e 17 de maio.

Tecnologia e sustentabilidade

O Colégio Sesi será representado por três projetos: ECOPLASF – Uso de resíduos descartados incorretamente para melhoria das pavimentações asfálticas; Gal.ia: protótipo e leitura de inteligências artificiais como alternativa à análise de dados telescópicos; e Pastilhase.

Desenvolvido pelas estudantes do Colégio Sesi da Indústria do Boqueirão, de Curitiba, Laura de Paula Rosa, Maria Cecília Wunder de Oliveira e Vitória Simão Vernizi, a proposta do projeto ECOPLASF é reutilizar materiais que possuem alto tempo de decomposição, como os diversos tipos de poliestireno (plásticos e/ou isopores®), vidros e a fibra de coco. A equipe criou uma massa com esses resíduos e um cimento natural, e aplicou uma película protetora, feita com o isopor dissolvido em um solvente orgânico.

Na área da astronomia, o Gál.ia funciona como uma solução para a quantidade exponencial de dados astronômicos coletados pelos telescópios espaciais. O projeto foi desenvolvido pelos estudantes Mario Antonio Bordignon e Alice Hofelder, do Colégio Sesi da Indústria de Palmas. É um algoritmo baseado em aprendizado de máquina, estruturado para crescer e melhorar junto ao aumento das coletas virtuais e pensado para ser um sistema que englobe diversas áreas relacionadas ao espaço. Inicialmente, foi projetado para auxiliar projetos acerca dos exoplanetas, sendo capaz de separar e catalogar em alta velocidade os exemplares que melhor se posicionam na lista de candidatos à vida extraterrestre, a partir de múltiplos fatores considerados.

Já o Pastilhase, desenvolvido no Colégio Sesi da Indústria da CIC, em Curitiba, por Rebeca de Lima Oliveira Rocha, Davih Oliveira Freitag e Isabela Machado Viba, consiste na produção de pastilhas adesivas. Com base enzimática para a quebra de moléculas lipídicas presentes nas caixas de gordura e encanamentos, a ação das pastilhas resulta principalmente no glicerol, substância muito utilizada na fabricação de sabão. Além de auxiliar na limpeza e manutenção de equipamentos industriais, comerciais e residenciais, a pastilha pode ser utilizada como produto base para o desenvolvimento de outros produtos, como cosméticos. Além disso, a pastilha é 100% biodegradável e sem produtos químicos que agridem a natureza.

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