Inédito no estado, consórcio de baterias desenvolvido no Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica já está na segunda fase

Iniciada em janeiro de 2018, a nova etapa objetiva o desenvolvimento de placas com nanotecnologia embarcada para a produção das baterias melhoradas

A indústria automobilística é a maior consumidora de baterias de chumbo ácido. Devido às novas tecnologias utilizadas nos veículos modernos, há uma maior exigência tanto por qualidade, quanto por requisitos elétricos que garantam maior vida útil e maior ciclabilidade. De acordo com os pesquisadores doutores Leandro da Conceição e Marcos Berton, do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica – ISI-EQ, esses novos requisitos têm sido amplamente discutidos nos últimos ENBATs – Encontro Nacional de Produtores de Baterias de Chumbo Ácido. “Diante da necessidade de desenvolver baterias melhoradas, o ISI-EQ elaborou um plano de projeto para fornecer uma Solução Tecnológica para Produção de Baterias Chumbo-Ácido Melhoradas com Nanotecnologia Embarcada”, explicam os pesquisadores. O projeto foi apresentado para vários fabricantes brasileiros, sendo que 12 deles, de estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Rondônia, aderiram ao Projeto Consórcio.

O Projeto Consórcio foi dividido em duas fases. A primeira teve duração de seis meses, com início em 01 julho de 2017, e avaliou a caracterização físico-química dos processos produtivos de cada empresa na produção do óxido chumbo, na produção da massa e no empastamento de todos os componentes internos da bateria, dando aos fabricantes um Raio-X de cada etapa do processo produtivo.

Na produção do óxido de chumbo foram realizadas avaliações da uniformidade do tamanho médio das partículas e sugerido alguns ajustes no processo para maximizar a porcentagem na faixa adequada, para ter o máximo de eficiência na produção do óxido. Na produção da grade, foram realizadas as avaliações de composição química da liga fornecida por cada empresa, utilizando ensaios normatizados e equipamentos calibrados. Após a caracterização do óxido de chumbo as empresas produziram a massa, empastaram e submeteram ao processo de cura. As placas curadas foram enviadas para o Instituto Senai de Inovação para a caracterização das propriedades físico-químicas.

FASE II

A fase II teve início em janeiro de 2018, com dois anos de duração, contemplando a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de placas com nanotecnologia embarcada para a produção das novas baterias melhoradas (EFB – Enhanced Flooted Battery). Todos os resultados das avaliações e parâmetros levantados na Fase I serão empregados para a produção das novas placas, na planta piloto de produção de placas do Senai no Paraná. Essas novas baterias serão testadas em laboratórios credenciados pelo INMETRO. É importante ressaltar que cada fabricante terá a sua própria solução tecnológica e sigilo garantido.

O grande diferencial é que pela primeira vez no Paraná está sendo desenvolvido um projeto na modalidade consórcio, com empresas que possuem a mesma necessidade de uma solução tecnológica para atender as novas exigências do mercado. O projeto permitirá que superem um desafio tecnológico relevante que resultará no aumento de competitividade da indústria brasileira de baterias de chumbo ácido para atenderem o mercado de reposição para o setor automotivo.

Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica – ISI-EQ

O ISI-EQ foi o primeiro Instituto Senai a ser inaugurado no Brasil. Com infraestrutura laboratorial moderna e com recursos humanos altamente qualificados, realiza pesquisas aplicadas. Desde novembro de 2017 o ISI-EQ passou a ser uma unidade EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), que tem como missão contribuir para o desenvolvimento da inovação na indústria brasileira, através do fortalecimento e sua interação com institutos de pesquisa. Para a Fase II do Projeto, a Embrapii e Senai compartilharam o risco na fase pré-competitiva da inovação aportando recursos financeiros para o projeto, à fundo perdido.

Para mais informações sobre o instituto acesse aqui.

 

 

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