Efeitos da corrosão afetam o PIB de um país, mas podem ser controlados

Indústrias contam com soluções preventivas, como protótipo de sensor de monitoramento da corrosão atmosférica criado pela Vidya Tecnologia, startup incubada no Sistema Fiep

Um estudo de 2015 da International Zinc Association (IZA), com apoio da USP, avaliou que 4% do PIB do Brasil foi consumido pela corrosão, equivalente a mais de 200 bilhões de reais. O litoral é o mais afetado – sofre 150 vezes mais do que a zona rural. Muitas empresas preocupam-se com problemas como a corrosão só no momento em que processos e equipamentos já foram prejudicados. Por isso, é necessário desenvolver uma cultura de prevenção.

A Vidya Tecnologia, startup incubada na Aceleradora Sistema Fiep, e apoiada pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, levou esses números em consideração ao desenvolver um sensor de monitoramento de corrosão para atmosferas controladas. A demanda de mercado observada foi que as empresas precisam ter um controle maior da qualidade atmosférica em determinados ambientes, como instalações industriais. “A corrosão é um processo natural e que acontece em praticamente todos os ambientes, mas que pode e deve ser monitorada pela indústria para que possa ser contida”, explica Otávio Carneiro Corrêa, CEO da Vidya.

O sistema funciona da seguinte forma: um sensor monitora contaminantes atmosféricos corrosivos, calcula a taxa de corrosão e emite um sinal ao software, que interpreta e fornece as informações sobre a qualidade atmosférica do ambiente. A solução de automação digital permite que as indústrias possam identificar o nível de corrosão de forma ágil e tomar ações imediatas que impeçam ou minimizem prejuízos. “Existem outras formas de monitoramento de atmosfera, mas que passam por um processo demorado de coleta de amostras e análise laboratorial. O nosso produto usa transmissão digital dos dados, que são analisados por parâmetros e padrões pré-estabelecidos, e o processo é feito em tempo real”, analisa Otávio.

Indústrias de papel e celulose, petróleo e derivados, data centers, mineradoras, siderúrgicas, empresas localizadas no litoral, empresas que atuam com arquivo e documentação, estão entre as possíveis beneficiadas pelo sistema.

Filipe Cassapo, Gerente de Inovação do Sistema Fiep e responsável pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, aponta que o projeto é relevante para o mercado nacional e internacional. “Projetos como este comprovam que a pesquisa aplicada e a inovação podem ser promovidas e implementadas por empresas de todos os portes. A corrosão é um problema para diversos setores industriais e a Vidya vem com uma solução inovadora, de alto impacto econômico”, conclui.

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