
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) avalia que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular as chamadas “super tarifas” sobre produtos importados traz um elemento de moderação importante ao ambiente comercial internacional, ao restabelecer limites institucionais à adoção de medidas unilaterais mais extremas. No entanto, a posterior decisão do presidente Donald Trump, de elevar a tarifa global de até 15%, mantém um cenário de pressão sobre o comércio exterior e reforça a necessidade de cautela por parte dos exportadores brasileiros, especialmente em setores industriais mais expostos ao mercado norte-americano.
Para a Fiep, o movimento evidencia um contexto de instabilidade regulatória e imprevisibilidade nas regras do comércio internacional. Embora a revisão das sobretaxas represente um sinal positivo sob o ponto de vista jurídico, a elevação da tarifa global amplia custos, reduz competitividade e pode afetar cadeias produtivas integradas, incluindo segmentos relevantes da indústria paranaense. O Paraná possui forte presença em setores como alimentos processados, madeira, máquinas e equipamentos e componentes automotivos, que mantêm relação estratégica com o mercado dos Estados Unidos.
A entidade reforça que defende o fortalecimento do diálogo bilateral, a previsibilidade regulatória e a ampliação de oportunidades de internacionalização. A Fiep entende que o momento exige atuação coordenada entre setor produtivo e governo brasileiro para mitigar impactos, diversificar mercados e preservar a competitividade da indústria paranaense diante de um ambiente global cada vez mais desafiador.