Ar-condicionado na indústria: conforto que divide opiniões, mas protege quem trabalha

Em meio ao calor intenso e às grandes variações de temperatura no Paraná, a climatização deixa de ser escolha e passa a ser fator estratégico para saúde, segurança e produtividade, conforme orienta a NR-17. As temperaturas deste verão estão altas no Paraná, mas o desafio vai além do calor intenso. A amplitude térmica tem sido […]

Em meio ao calor intenso e às grandes variações de temperatura no Paraná, a climatização deixa de ser escolha e passa a ser fator estratégico para saúde, segurança e produtividade, conforme orienta a NR-17.

As temperaturas deste verão estão altas no Paraná, mas o desafio vai além do calor intenso. A amplitude térmica tem sido expressiva: em algumas regiões, a variação ultrapassa 14 °C em um único dia, alternando madrugadas frias, manhãs amenas e tardes sufocantes. Esse sobe-e-desce térmico exige constantes adaptações do organismo humano.

Dentro das indústrias, esse impacto é ainda mais sensível. Ambientes de trabalho expostos a variações bruscas de temperatura podem comprometer a concentração, aumentar a fadiga e elevar o risco de erros e acidentes. O clima, muitas vezes tratado como fator externo, passa a interferir diretamente na rotina produtiva.

Ar-condicionado: escolha individual ou responsabilidade coletiva?

Em ambientes corporativos, o uso do ar-condicionado costuma dividir opiniões. Há quem sinta frio, quem peça ajustes frequentes e quem defenda o desligamento do equipamento. No entanto, do ponto de vista técnico e legal, a climatização não deve atender preferências individuais, mas sim garantir condições adequadas para o coletivo.

Manter o ar-condicionado ligado, com parâmetros corretos, é uma medida de proteção à saúde ocupacional. A ausência de climatização ou o uso inadequado do sistema pode gerar desconforto térmico, queda de rendimento e impactos diretos na segurança do trabalho, especialmente em atividades que exigem atenção, precisão e esforço contínuo.

NR-17: quando o conforto térmico vira norma de segurança

É nesse cenário que a NR-17 (Norma Regulamentadora de Ergonomia) ganha protagonismo. A norma estabelece critérios para que o ambiente de trabalho se adapte às características psicofisiológicas dos trabalhadores, promovendo conforto, segurança e eficiência operacional. A temperatura do ambiente é um dos pilares dessa diretriz.

A NR-17 orienta sobre condições térmicas compatíveis com cada tipo de atividade e ambiente de trabalho, considerando variáveis como: esforço físico, tempo de exposição, ventilação, manutenção dos equipamentos e distribuição uniforme do ar. Um sistema de ventilação mal implantado ou regulado pode ser tão prejudicial quanto a ausência de climatização.

“Climatização e ventilação adequadanão é luxo, é uma medida de saúde, segurança e eficiência prevista em norma”, afirma Lidiane Stefani, ergonomista do Sesi Paraná.

Climatização inadequada gera riscos que vão além do desconforto

Ambientes mal climatizados favorecem a fadiga física e mental, reduzem a capacidade de concentração e aumentam a probabilidade de falhas operacionais. Em linhas de produção, salas de controle e áreas administrativas, esses fatores se refletem em riscos reais à integridade dos trabalhadores.

Além dos impactos à saúde, a falta de conformidade com a NR-17 pode gerar passivos trabalhistas, afastamentos e prejuízos à produtividade. Investir em conforto térmico adequado é, portanto, uma decisão estratégica que combina prevenção, cuidado com as pessoas e eficiência operacional.

AET: o caminho para aplicar a NR-17 na prática

Para transformar a norma em ações concretas, é fundamental contar com orientação técnica especializada. O Sesi Paraná atua como parceiro das indústrias na aplicação prática das Normas Regulamentadoras, oferecendo avaliações técnicas com orientações diretaspara a adequação dos ambientes de trabalho e consequente atendimento a norma.

Com conhecimento técnico e abordagem preventiva, o Sesi ajuda a responder perguntas essenciais do dia a dia industrial:

  • A temperatura está adequada para a atividade realizada?
  • O sistema de climatização está corretamente dimensionado?
  • Existem variações bruscas entre setores ou turnos?
  • O ambiente atende aos critérios da NR-17?

Para Lidiane, “a NR-17 não trata apenas de normas, mas de pessoas. Quando o ambiente está adequado, o trabalho flui melhor com maior segurança para todos na indústria”.

Prevenção começa pela identificação do risco no ambiente de trabalho

Em um estado com clima tão diverso quanto o Paraná, respeitar a NR-17 é investir em prevenção. Prevenção de acidentes, de afastamentos, de perdas produtivas e de riscos legais. E essa prevenção começa pelo ambiente de trabalho, pela temperatura certa, no local certo, de forma contínua e planejada.

Atender os requisitos da NR-17 através de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), é um passo essencial para garantir ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. O Sesi Paraná oferece profissionais capacitados na identificação dos riscos ergonômicos, incluindo a temperatura ambiente, com sugestões de melhorias para atendimento desta norma e a segurança do seu trabalhador.

Ambientes de trabalho mais seguros e produtivos? Invista na elaboração dos documentos obrigatórios das Normas Regulamentadoras vigentes com o Sesi Paraná. Conhecimento técnico é prevenção na prática.

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