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FIEP E GOVERNO ELABORAM POLÍTICA INDUSTRIAL

Novo modelo de desenvolvimento prevê maior investimento em tecnologia, ensino e pesquisa

O Paraná ganhará em breve uma política focada para o desenvolvimento da indústria. Um grupo de trabalho, formado por representantes do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e da Secretaria de Indústrias, Comércio e Assuntos do Mercosul, recebeu o aval do governador Roberto Requião para traçar um planejamento estratégico para estimular a produção e a expansão do setor industrial e atrair novos empreendimentos ao Estado. Dentro das estratégias está a criação de agências de desenvolvimento regionais e nos municípios.

”O mundo mostra que grandes países só se desenvolveram com a adoção de uma política industrial, focada na inovação tecnológica, que estimule a competitividade”, diz o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. Segundo o secretário Virgílio Moreira Filho, o projeto em desenvolvimento abrangerá as quase 30 mil indústrias instaladas no Estado, que geram mais de 400 mil empregos diretos e respondem por 35% do PIB e 65% das exportações do Paraná.

Rocha Loures informa que uma comissão já começou a trabalhar na proposta da Política Industrial do Paraná. Entre as tarefas desta comissão está a implantação de um Conselho Estratégico Estadual de Desenvolvimento Industrial, que terá caráter consultivo e contará com representantes de entidades públicas e privadas, que vão sugerir políticas e acompanhar programas e projetos estaduais de desenvolvimento industrial.

O secretário complementa que caberá ao governo criar uma instância que concentrará as ações governamentais que motivem o crescimento do setor. Esta mesma entidade será responsável pela adaptação da Lei Federal, adequando incentivos para a pesquisa e inovação tecnológica.”Esta mesma comissão buscará linhas de incentivo focadas na inovação, pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo”, afirma Moreira. A nova Política Industrial quer também aproveitar as linhas federais de estímulos, que focam os setores de semicondutores, software, bens de capital, fármacos e medicamentos, biotecnologia, nanotecnologia e biomassa.

O projeto estabelece também a adoção de redes e apoio aos projetos internacionais de pesquisa tecnológica. Outra medida é encontrar espaço para estimular o empreendedorismo tecnológico. ”Existem demandas para s criar agências de desenvolvimento locais e também criar regiões de inovação tecnológica”, diz Rocha Loures.

O presidente do Sistema Fiep informa que já foram realizados contatos com prefeituras. Um dos casos é o encontro que a Fiep teve com o prefeito de Curitiba, Beto Richa, onde se sugeriu a criação de uma Tecnópolis na capital. O secretário Virgílio Moreira acrescenta que alguns trabalhos de implantação de agências de desenvolvimento estão em andamento. Ele cita como exemplos os casos de Cascavel e Toledo, Londrina e Maringá, entre outros.

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