SISTEMA FIEP CRIA PROJETO PARA REDUZIR EMISSÃO DE GÁS CARBÔNICO

Sistema Fiep cria projeto para reduzir emissão de gás carbônico

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Senai, está elaborando um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para a empresa Águia Florestal, de Ponta Grossa. A indústria tem interesse em obter e comercializar créditos de carbono. O processo segue as normas do Protocolo de Kyoto, acordo internacional para estabilizar o aquecimento global da Terra que está em vigor desde 16 de fevereiro deste ano.

O trabalho consistirá em otimizar o processo energético da indústria, de modo que a caldeira passe a utilizar combustível renovável (biomassa), em substituição ao fóssil, para reduzir a emissão de gás carbônico. ”O importante é que desenvolveremos metodologia que poderá ser estendida a outras indústrias”, explica o diretor de Operações do Senai-PR, Luiz Henrique Bucco.

O processo de transformação será comandado pelo Senai e contará com o apoio de uma consultoria externa especializada na elaboração e repasse de conhecimentos específicos para tal. ”Nossos técnicos vão acompanhar todo o processo, obtendo conhecimentos e se capacitando”, afirma o coordenador da área de Negócios em Assistência Técnica e Tecnológica do Senai, Adilson Luiz de Paula Souza.

A parceria entre a Fiep e a Águia Florestal surgiu a partir do interesse do grupo empresarial em aplicar tecnologias para o desenvolvimento sustentável de suas áreas de atuação ? madeira, metalurgia e química. O projeto conta com o apoio do Departamento Nacional do Senai, que está destinando R$ 165 mil para o trabalho. A contrapartida da empresa é de R$ 80 mil.

Processo – O Protocolo, assinado por 136 países, estabelece que sejam adotadas medidas para reduzir em 5,2% a emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa, em relação aos níveis registrados em 1990. Países em desenvolvimento estão excluídos nesta primeira fase, e um grupo de 34 industrializados aparece na listagem de necessidade de redução.

O MDL desenvolvido em Ponta Grossa é um dos mecanismos de flexibilização do Protocolo, que permite aos países industrializados comprar créditos de carbonos que forem economizados em nações em desenvolvimento. O projeto na Águia Florestal objetiva adquirir crédito e, com isso, a condição de comercializa-los. Atualmente os valores de mercado utilizados como referência oscilam entre US$ 5 e US$ 10 por tonelada, valores que dependerão da condição de oferta e procura, aliados à condição de alcance das metas pelos paises desenvolvidos.

Até o momento somente dois projetos de MDL e crédito de carbono foram apresentados oficialmente ao governo brasileiro. Quando o de Ponta Grossa ficar pronto, deverá passar por uma bateria de testes. Após a demonstração da eficiência, a proposta é encaminhada para a Organização das Nações Unidas, para registro. Antes de poder comercializar os créditos, a empresa tem que comprovar a redução da emissão de CO2, o que deve levar pelo menos um ano. Só depois disso a ONU emitirá o Certificado de Emissões Reduzidas (CER).

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