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Exportações crescem 17,70% em outubro

Vendas para novos mercados garantiram a expansão do comércio internacional do
Paraná, puxado pelos setores de carne, automotivo, complexo soja e sucroalcooleiro

Noruega, Cuba, Tailândia, Suécia e países da América Latina foram os destinos que sustentaram a elevação das exportações paranaenses em outubro. No mês, as vendas internacionais totalizaram US$ 842 milhões, crescendo 17,70% sobre o mesmo mês do ano passado, quando ficaram em US$ 715 milhões. Sobre setembro último, a evolução foi de 2%.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quinta-feira (17) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, no acumulado do ano o crescimento das exportações paranaenses foi de 2,20%, totalizando US$ 8,3 bilhões, contra US$ 8,1 bilhões de janeiro a outubro de 2004.

Já as importações paranaenses cresceram 14,10% no acumulado do ano, ficando em US$ 3,8 bilhões. Com isto o superávit acumulado no ano, foi de US$ 4,5 bilhões, abaixo dos US$ 4,8 bilhões alcançados no mesmo período do ano passado. Mesmo com este resultado o Paraná ocupa a quarta posição no ranking dos estados com maior superávit em 2005, sendo responsável por 12,41% do saldo brasileiro.

“Mesmo com a valorização do real, o empresário paranaense continua mantendo os contratos e buscando novos mercados”, avalia o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. Segundo ele, o dólar está 23% mais barato se comparado à taxa de outubro de 2004.
“Temos investido em inovação e este é um diferencial que ainda torna nossos produtos competitivos, apesar da situação cambial”, afirma.

Exemplo desta situação é a venda de farelo e ração de soja não transgênica para a Noruega, que já comprou US$ 42 milhões do Paraná neste ano, contra US$ 3,8 milhões do ano passado. Somente os dois produtos citados geraram negócios de US$ 40 milhões. A Suécia também se destaca pela evolução do volume de negócios. Os embarques para aquele país saltaram de US$ 5 milhões, em 2004, para US$ 60 milhões. Os negócios foram puxados pelo setor automotivo.

O coordenador de Novos Negócios da Fiep, Henrique Santos, afirma que outros mercados que cresceram significativamente foram Alemanha, Rússia e Chile. Os alemães compraram 88,71% mais produtos paranaenses. Os negócios com aquele país saltaram de de US$ 487 milhões para US$ 918 milhões. Com isso, os alemães tornaram-se o segundo parceiro comercial do Paraná, atrás apenas dos EUA, com US$ 1,1 bilhão.

O setor automotivo também foi responsável pela alavancagem das vendas para para o mercado alemão. Dos US$ 397 milhões gerados com o comércio internacional de automóveis de 1.0 cilindradas, até outubro, US$ 358 milhões foram resultado de embarques para a Alemanha.

Outro país abastecido pelo setor automotivo paranaense foi a Rússia. Atualmente, os russos são o sétimo parceiro comercial do Estado, com um volume de negócios da ordem de US$ 337 milhões. A venda de carnes (aves, suínos e bovinos) foi o carro-chefe das transações. Somente em carne suína processada foram vendidos US$ 106 milhões e de frango foram US$ 27 milhões.

“O setor de carne de aves foi o terceiro setor paranaense que mais exportou, atingindo a marca de mais de US$ 800 milhões”, afirma Henrique Santos. O complexo soja continua liderando a pauta de exportações, com embarques de US$ 2 bilhões, seguido do setor automotivo com US$ 1,3 bilhão.

Para o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, o crescimento dos negócios com o Chile e outros países do Mercosul e América Latina são resultado das missões promovidas pelo governo estadual.

Com relação às importações, Moreira afirma que a maioria dos produtos comprados são da indústria intermediária. No acumulado do ano, o produto mais importado é o Óleo bruto de Petróleo, cujas compras cresceram 100%, chegando até outubro em US$ 446 milhões. Depois vieram Cloretos de Potássio e peças de tratores.

Os produtos alemães são os mais comprados pelos paranaenses. A Alemanha vendeu para o Estado US$ 575 milhões, seguido da Nigéria (US$ 410 milhões), e EUA (US$ 402 milhões).

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